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A ameaça pode ser interna: o que é doença autoimune?

15 de

fevereiro

de 2024

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Condições acontecem quando o sistema imunológico ataca o próprio organismo.

O meu corpo pode estar me atacando?

Imagine que, nos últimos dias, você começou a sentir sintomas como dores abdominais e nas articulações das mãos e dos pés. Além disso, com frequência, você apresenta manchas avermelhadas na pele, diversos tipos de inflamações e diarreia.

Parecem sintomas comuns, certo? Inicialmente, muitas vezes são até confundidos com condições como dengue, viroses, gripe, Covid-19 e gastroenterite. Porém, também são capazes de indicar que o seu organismo está sob ataque. Mas, nesse caso, o inimigo, por mais estranho que pareça, pode ser o seu próprio sistema imunológico.

Um estudo britânico publicado em 2023 na revista The Lancet aponta que 1 em cada 10 indivíduos é afetado por algum tipo de doença autoimune. Distúrbios como diabetes tipo 1, lúpus e esclerose múltipla acontecem quando o sistema imunológico começa a atacar o próprio corpo, causando problemas de saúde que precisam de tratamento específico.

Trata-se de uma desordem em que o sistema imune confunde estruturas internas do organismo e produz anticorpos contra tecidos e órgãos que estão saudáveis. É possível que a condição atinja áreas específicas (como a diabetes 1, que ataca o pâncreas) ou que a agressão seja geral (como o lúpus, que ataca todo o corpo).

É estimado que existem mais de 80 doenças autoimunes, mas não se sabe, ainda, quais são as causas desses problemas. No entanto, alguns fatores de risco podem aumentar as chances de desenvolver essas condições. A seguir, vamos falar mais sobre elas, como são diagnosticadas e como tratá-las. Confira!

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Quais são as principais doenças autoimunes?

Como já comentamos acima, existem mais de 80 doenças autoimunes listadas. Elas são separadas em dois grupos:

Doenças autoimunes sistêmicas

São as que atingem vários órgãos ou todo o organismo do paciente. Alguns exemplos incluem:

  • Esclerose múltipla (EM)
  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)
  • Lúpus
  • Doença celíaca

Doenças autoimunes locais

Ocorrem quando os anticorpos atacam um órgão específico do corpo, como:

  • Diabetes tipo 1 (atinge o pâncreas)
  • Doença de Crohn (ataca o intestino)
  • Vitiligo (apresenta manchas brancas na pele)
  • Artrite reumatoide (causa dores nas articulações)
  • Psoríase (resulta em descamação na pele)
  • Tireoidite de Hashimoto (afeta a tireoide e a produção de hormônios na glândula)
  • Púrpura trompocitopênica idiopática (acontece quando o sistema imunológico começa a destruir as plaquetas, impedindo a coagulação do sangue)
  • Hepatite autoimune (afeta o fígado de maneira crônica)

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De dores até perda da visão: conheça os sinais dessas condições

Essas doenças são capazes de atingir diferentes partes do corpo, como a medula, as articulações, o pâncreas, a pele e vários outros órgãos. Dessa forma, causam sintomas diversificados, que explicamos melhor abaixo:

  • Articulações: quando a doença ataca as articulações, o paciente pode sofrer com dores nas juntas das mãos, dos pés, dos punhos e dos dedos. Além disso, também apresenta inchaço, calor e rigidez nesses mesmos locais
  • Sistema gastrointestinal: emagrecimento sem motivo aparente, diarreia com frequência e perda do apetite são algumas alterações ligadas a distúrbios autoimunes
  • Sistema endócrino: é possível que a pessoa apresente cansaço, calor, suor excessivo, taquicardia e tremores
  • Sistema nervoso central: muitas vezes o paciente perde a visão (dos dois olhos ou só de um), tem visão dupla, desequilíbrio e tontura frequente. Além disso, também podem ter fraqueza e perda de sensibilidade
  • Pele: no caso do vitiligo, a pessoa apresenta manchas brancas que aumentam de tamanho com o passar do tempo. No entanto, em outras doenças, também há a possibilidade de surgirem manchas avermelhadas ou escuras, que pioram com a exposição ao sol

Outros sintomas gerais incluem febre, queda de cabelo, fadiga e anemia.

O que faz o corpo ser o seu próprio inimigo?

Ainda não existe um estudo que aponte com total clareza as causas dos distúrbios autoimunes. Mas os pesquisadores entendem que entre os fatores de risco estão:

  • Predisposição genética: os médicos acreditam que todas essas doenças têm um fator genético que faz com que o sistema imunológico deixe de reconhecer o organismo como próprio
  • Infecções prévias: algumas infecções causadas por vírus, como o da gripe e o da catapora, podem servir de gatilho para que os anticorpos comecem a atacar o corpo
  • Hormônios: alguns estudos publicados nas revistas Science Signaling, em 2018, e Frontiers, em 2019, indicam que o estrogênio (hormônio feminino) tem relação com o surgimento de algumas doenças autoimunes. Ainda não há uma conclusão sobre o assunto, porém casos de lúpus, esclerose múltipla e artrite reumatoide são mais comuns em mulheres
  • Estilo de vida: sedentarismo, tabagismo, abuso de álcool e drogas e má alimentação (com muitos alimentos ultraprocessados) colaboram com o aparecimento desses distúrbios
  • Fatores ambientais e sociais: indivíduos que ficam muito expostos ao sol, à poluição e ao estresse estão mais propensos a desenvolver esse tipo de condição

Além disso, é estimado que 25% dos pacientes vivem com até 5 doenças autoimunes ao mesmo tempo.

Esse problema é chamado de Síndrome Autoimune Múltipla (SAM) e os médicos entendem que ele acontece porque o defeito genético responsável por fazer o sistema imunológico atacar um órgão, por exemplo, é capaz de desencadear a mesma questão em outros órgãos ou em todo o corpo.

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Distúrbios autoimunes são graves?

A gravidade depende muito do órgão que é afetado. A tireoidite de Hashimoto, por exemplo, é uma doença restringida à tireoide. Assim, geralmente o paciente consegue viver uma vida normal realizando o tratamento hormonal indicado pelo endocrinologista.

Porém, quando os anticorpos atingem órgãos vitais, como o coração, o sistema nervoso central e os vasos sanguíneos, a condição é séria e requer muita atenção. Caso você apresente algum sinal que indique a presença de uma doença autoimune, o melhor a se fazer é buscar o atendimento de um médico especialista.

É importante destacar que nenhum tipo de distúrbio autoimune tem cura. Eles são crônicos, independentemente da gravidade, mas muitos podem ser controlados com o tratamento certo.

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Qual médico é indicado para diagnosticar doenças autoimunes?

Como os distúrbios autoimunes são diversificados e causam uma série de sintomas, o paciente pode se confundir na hora de procurar auxílio médico. Entretanto, inicialmente, o mais recomendado é se consultar com um clínico geral ou com um reumatologista.

Isso acontece porque esses dois especialistas estão capacitados para investigar condições que acometem vários órgãos. Para isso, eles ouvem todos os sintomas relatados pelo indivíduo e solicitam exames, como o de anticorpos, que consegue identificar a presença de autoimunidade no sangue.

Mesmo assim, o resultado positivo para autoimunidade não significa que o paciente tenha uma condição autoimune. Dessa forma, é importante que os profissionais prescrevam outros exames conforme a suspeita que eles têm em mente. Em casos de artrite reumatoide, o mais indicado é fazer uma radiografia para confirmar o quadro, por exemplo.

Existem testes específicos para cada doença autoimune e diagnosticá-las é complicado, já que os sintomas são complexos e variam bastante, inclusive de pessoa para pessoa (um exemplo é que pacientes com lúpus podem apresentar sinais diferentes entre si).

De acordo com a região do organismo que é atingida, o paciente pode ser transferido para o especialista em questão, como o dermatologista para casos de psoríase e vitiligo, o hepatologista para quadros de hepatite autoimune e o endocrinologista para as doenças que afetam a tireoide ou para pessoas que têm diabetes tipo 1.

Condições autoimunes não têm cura, mas é possível tratá-las?

Embora essas doenças sejam crônicas e não tenham cura, é possível, sim, tratá-las. Geralmente o tratamento busca a remissão dos sintomas e a maior qualidade de vida possível para o paciente.

Muitas vezes os médicos prescrevem remédios imunossupressores, que agem para impedir a ação do sistema imunológico contra o próprio corpo. O tratamento tende a ser diferente em cada situação, de acordo com o órgão atingido.

No entanto, o principal objetivo é diminuir a inflamação do organismo e reduzir os danos nos locais afetados. Dessa forma, as dores e outros sintomas também são reduzidas e a pessoa consegue viver melhor.

Há alguma maneira de prevenir que o organismo se ataque?

Infelizmente, não há uma maneira de prevenir que o sistema imunológico se volte contra o próprio organismo. Entretanto, é recomendado seguir uma rotina saudável para que os danos de uma possível doença autoimune sejam recuperados mais facilmente.

Algumas dicas que você pode seguir são:

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Escrito por Vale Saúde

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