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Qual a importância da flora intestinal para a saúde?

06 de

dezembro

de 2023

flora intestinal
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Além da digestão, desequilíbrio afeta sistema imunológico e saúde mental

O que é a flora intestinal e para que serve?

Neste artigo, vamos abordar a microbiota intestinal, também chamada de flora, termo que se refere à população de micro-organismos (principalmente bactérias) que habita nossos intestinos. Saber mais sobre este tema é importante porque a questão não é apenas relacionada ao sistema digestivo, mas também ao imunológico e pode interferir na saúde mental.

Embora sejam bactérias, esses micro-organismos são bons para o corpo humano, pois evoluíram ao longo de milhares de anos para criar uma relação benéfica com o intestino. São trilhões de seres que compõem um conjunto em simbiose com nosso organismo. Eles ganham abrigo e alimento e, em troca, beneficiam a manutenção da integridade da mucosa intestinal, melhoram a absorção de nutrientes e controlam a proliferação de bactérias que poderiam causar doenças.

A composição da flora começa desde muito cedo, ainda no útero, e sofre influência de vários fatores ao longo de toda a vida. Ao passar pelo canal do parto, o bebê se infecta com as bactérias presentes na vagina e no aparelho urinário da mãe. Nos partos cesarianos, a microbiota é adquirida principalmente pelo contato com as bactérias da pele materna e das pessoas que convivem com ela.

Isso também ocorre via amamentação, uma importante fonte para formação de uma flora saudável. Conforme a alimentação do bebê começa a incluir sólidos, a microbiota vai se alterando. Por volta dos dois ou três anos, a microbiota da criança é semelhante à do adulto e se torna mais estável, mas ainda assim está sujeita a novas configurações.

O uso de antibióticos e alterações na dieta, por exemplo, podem interferir diretamente na população bacteriana intestinal. As diferentes pessoas com quem fazemos contato, tabagismo, depressão e até mudanças na localização geográfica podem modificar a flora, de modo que a microbiota de cada pessoa tem características únicas que as distingue dos demais seres humanos, tanto quanto a aparência física.

Os hábitos alimentares constituem um dos fatores mais diretamente ligados à microbiota. Por isso, é fundamental estar atento ao que comemos. Siga lendo mais curiosidades sobre o assunto e aprenda dicas de saúde e bem-estar!

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 O que é a disbiose intestinal?

A condição é uma alteração na quantidade de micro-organismos e na composição da flora intestinal. Indivíduos que consomem grandes quantidades de alimentos processados têm maior predisposição para a disbiose.

Esse desequilíbrio na microbiota pode causar inflamação e levar à diminuição da capacidade do intestino em absorver nutrientes, podendo resultar até em deficiências nutricionais. A principal causa da doença é a alimentação rica em proteína e gordura ou baixa em fibras, mas pode também ser consequência do uso de alguns medicamentos ou estresse.

Com a flora alterada, as funções ficam desreguladas e ocorrem reações que podem estar ligadas a quadros inflamatórios, como colite ulcerativa e até Doença de Crohn.

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Quais são os sintomas de falta de flora intestinal? 

Em alguns casos, a alteração da flora intestinal pode causar sintomas passageiros como náuseas, gases, vômitos, azia, diarreia ou prisão de ventre. Na maioria das ocorrências, a disbiose é passageira, com a melhora dos sintomas alcançada após transformações no estilo de vida, para uma rotina saudável, com uma dieta equilibrada.

Mas fique atento para os principais sinais da disbiose intestinal:

  • Náuseas
  • Vômitos
  • Gases
  • Arrotos
  • Indigestão após as refeições
  • Distensão abdominal
  • Períodos alternados entre diarreia e prisão de ventre
  • Fezes malformadas
  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Candidíase de repetição

Quando ocorre por muito tempo e não é tratada, pode piorar e aumentar o risco de o paciente desenvolver intolerância à lactose, doença celíaca, Síndrome do Intestino Irritável, Alzheimer, câncer no reto, diabetes, doenças cardíacas e do sistema imunológico, como lúpus ou artrite.

Em caso de suspeita de disbiose, é importante marcar uma consulta com um gastroenterologista para que seja feita a avaliação clínica dos sintomas e análise do histórico de saúde. Se necessário, o especialista vai solicitar exames para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado. Pode ser indicado ainda o uso de suplementos probióticos, além dos cuidados com a alimentação.

Como a flora intestinal afeta a saúde mental? 

A ciência tem descoberto cada vez mais dados que ligam a qualidade da microbiota intestinal (ou seja, a quantidade de bactérias “do bem”) ao equilíbrio mental. O intestino participa da produção de neurotransmissores importantes para a nossa saúde psicológica.

Um exemplo é a serotonina, que regula o humor, entre outras funções. Mais de 90% da substância é produzida no órgão. A serotonina está relacionada, ainda, às sensações de satisfação e bem-estar.

Outros neurotransmissores associados a essas mesmas funções são igualmente “fabricados” no intestino, como a noradrenalina e a dopamina. Por isso, não é exagero dizer que uma flora intestinal saudável ajuda a reduzir o risco de problemas como ansiedade, depressão e compulsão alimentar, além de favorecer a cognição e a capacidade intelectual.

Como a dopamina também é produzida neste órgão, a disbiose pode ser fator de risco também para o Parkinson, condição causada por uma queda dessa substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas.

As pesquisas sobre a microbiota presente no organismo humano estão evoluindo cada vez mais, e há também uma crescente associação entre o desequilíbrio da flora intestinal com o aparecimento de doenças neurodegenerativas. Além de Parkinson e Alzheimer, até mesmo o autismo está no radar de estudos.

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O que causa a perda da flora intestinal?

As causas da disbiose intestinal costumam ser maus hábitos alimentares e o uso de certos medicamentos. Porém, outros fatores como o consumo exagerado de bebida alcoólica e o estresse também podem provocar as alterações.

Tipos de dieta

A dieta é a principal origem das mudanças de configuração da microbiota. Excessos ou restrições na alimentação podem piorar a qualidade e a quantidade das bactérias no intestino.

A ingestão excessiva de proteína animal como carnes, peixes e ovos aumenta a produção de compostos que são tóxicos para os micro-organismos benéficos do intestino.

Alimentos ricos em gordura do tipo saturada (como leites, queijos e sorvetes) também ajudam a aumentar a quantidade das bactérias ruins, causando inflamação na flora intestinal.

Pesquisas mostram que uma rotina de refeições com pouca ou nenhuma fibra (como farinhas refinadas, bolachas, doces e outros produtos industrializados) também favorecem a disbiose.

Uso de medicamentos

Alguns anti-inflamatórios, como aspirina e ibuprofeno, quando usados com medicamentos que diminuem a acidez natural do estômago, alteram o equilíbrio da microbiota no órgão do aparelho digestivo.

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O que inflama a flora intestinal?

O desequilíbrio na composição dos micro-organismos que habitam nosso intestino levam à disbiose, condição que pode provocar quadros inflamatórios.

Além dos medicamentos e da dieta exagerada em proteína e gordura ou pobre em fibras, outros fatores de risco para a condição são a idade, o consumo frequente e excessivo de bebida alcoólica, ansiedade e estresse. Algumas doenças já existentes, como Síndrome do Intestino Irritável, diverticulite (lesões na parede interna do órgão) e outras inflamações também favorecem a alteração da microbiota.

A colite pseudomembranosa, por exemplo, é causada por uma bactéria oportunista (um tipo que se aproveita da imunidade débil do organismo parasitado, provocando uma infecção). Ela aparece após o uso prolongado de antibióticos, prática que pode matar a flora intestinal. Com isso, germes patogênicos podem aparecer, incluindo o Clostridium difficile, que pode levar a este tipo de inflamação no intestino.

O tratamento também deverá ser feito via medicação, fazendo uso de um antibiótico específico para combater esta bactéria e, posteriormente, com a ingestão de probióticos para reposição da flora.

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O que é bom para repor a flora intestinal?

Apesar da flora intestinal ser algo que surge naturalmente, ela nem sempre estará nas suas melhores condições. Uma forma de tentar estimulá-la é ingerir uma maior quantidade de alimentos probióticos, como iogurtes e os leites fermentados.

Se surgirem desequilíbrios facilitando o desenvolvimento das bactérias ruins, pode ser necessário tomar suplementos (em pó ou cápsulas) para repor a flora, que são conhecidos como probióticos. Eles auxiliam no reforço do sistema imunológico, ajudando o organismo a criar defesas contra agentes nocivos.

O termo probiótico é derivado do grego, significando “pró-vida”. É um suplemento alimentar microbiano vivo, que afeta de forma benéfica seu receptor, pois melhora o balanço microbiano intestinal.

Os probióticos normalmente têm pouco tempo de duração e devem ser mantidos refrigerados. Ao serem ingeridos através dos alimentos, vão para o intestino e ali se somam à flora já existente, sem se fixarem, equilibrando-a e, com isso, auxiliando no trabalho de absorção dos nutrientes.

Também existem os alimentos prebióticos, que são as fibras (carboidratos não digeríveis pelo nosso corpo, por terem uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas).

Esses ingredientes beneficiam o organismo humano porque desempenham as seguintes funções:

  • Ajudam na manutenção da flora intestinal
  • Estimulam a motilidade intestinal (trânsito intestinal)
  • Contribuem com a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarreia e a prisão de ventre
  • Colaboram para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias, eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol (gorduras) no sangue
  • Possuem efeito bifidogênico (estimulam o crescimento das bifidobactérias, aquelas que suprimem a atividade de outras bactérias que são putrefativas e podem formar substâncias tóxicas)

Exemplos de prebióticos são: frutoologosacarídeos (FOS) e a inulina.

Os FOS são obtidos a partir da hidrólise da inulina. Os frutoologosacarídeos estão presentes nos alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja.

A inulina é um polímero de glicose extraído principalmente da raiz da chicória, sendo encontrada também no alho, cebola, aspargos e alcachofra. Quando extraída da chicória, é produzida comercialmente e pode ser consumida por diabéticos como substituta do açúcar por conter de 1 a 2kcal/g.

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Como prevenir inflamações no intestino?

É importante nunca se descuidar da alimentação. Em determinados casos, é interessante procurar uma dieta orientada por nutricionista para evitar a disbiose (alteração da microbiota).

Confira algumas dicas para manter a flora intestinal saudável:

  • Ter uma alimentação balanceada, com alimentos naturais (verduras, legumes, frutas, castanhas, carnes, ovos, laticínios)
  • Caprichar na ingestão de fibras, que alimentam as “bactérias benignas”
  • Tomar medicamentos somente com receita e acompanhamento médico
  • Consumir alimentos que oferecem bactérias boas para o intestino (probióticos), como iogurte, leite fermentado, kefir
  • Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados
  • Reduzir a ingestão de álcool
  • Não fumar
  • Beber pelo menos dois litros de água por dia
  • Praticar atividade física de forma regular
  • Dormir bem e gerenciar o estresse
  • Buscar ajuda médica especializada ao sentir desconfortos digestivos frequentes ou problemas intestinais (diarreia, prisão de ventre, excesso de gases)

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Flora intestinal



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Escrito por Saúde V

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