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Esclerose Múltipla

Doença é crônica e potencialmente incapacitante, pois atinge o sistema nervoso

O que é esclerose múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória, crônica e autoimune, que ocorre quando o próprio sistema imunológico começa a atacar as mielinas (um tipo de substância que resguarda grande parte das fibras nervosas), fibras nervosas do cérebro, os nervos ópticos e a medula espinhal.

Dessa forma, a enfermidade atinge o sistema nervoso e, com o tempo, os neurônios deixam de conseguir se comunicar com o cérebro. Esse processo não tem cura, é irreversível e muitas vezes se agrava com o passar dos anos, debilitando cada vez mais o paciente. Por isso, a esclerose múltipla é considerada também uma doença degenerativa.

Uma das principais características dessa condição é a sua imprevisibilidade. As causas ainda não são totalmente conhecidas, os sintomas variam muito de pessoa para pessoa e desaparecem após alguns dias, o que torna o diagnóstico complicado de início.

Quais são os principais sintomas?

A esclerose múltipla é uma doença silenciosa e muito sutil no começo. Os sintomas, chamados de transitórios, duram no máximo uma semana e podem ficar meses sem aparecer novamente. Por isso, é comum que o paciente até perceba os sinais, mas não relacione com um quadro grave.

Os sintomas também são diferentes de acordo com o local do cérebro ou da medula espinhal em que há inflamação. Mas, no geral, os principais sinais são distribuídos da seguinte maneira:

  • Físicos: fadiga, fraqueza e cansaço extremo

  • Visuais: visão borrada ou embaçada, enxergar uma mancha escura no centro do olho, visão dupla (diplopia) e perda prologada da visão

  • Sensitivos: dormências e formigamento na perna ou em um lado específico do corpo, dor ou queimação no rosto

  • Motores: dificuldade para andar e para se equilibrar, perda da força muscular, rigidez nos músculos, espasmos involuntários, falta de coordenação motora, tontura e vertigem

  • Cognitivos: perda da memória e dificuldade em prestar atenção e processar informações

  • Mentais: depressão, ansiedade e outras alterações no humor

  • Esfincterianos: problema em controlar a bexiga (dificuldade em urinar ou apresentar perda de urina involuntariamente). O mesmo pode ocorrer no intestino

Um ponto importante é a recorrência desses indícios. Geralmente eles vão e voltam independentemente do tratamento, e são considerados “surtos”. Além disso, como se trata de uma doença degenerativa, os sintomas se tornam piores e mais intensos com o passar dos anos.

O que causa esclerose múltipla?

Ainda não se sabe, com toda certeza, o que causa a esclerose múltipla. Mas a boa notícia é que vários estudos estão sendo realizados e, atualmente, há mais clareza nos fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Alguns exemplos são:

  • Predisposição genética: quando o indivíduo nasce com alguns genes específicos que regulam o sistema imunológico

  • Fatores ambientais: o local onde a pessoa passou os primeiros 15 anos de vida pode impactar no desenvolvimento da doença, visto que a condição acontece com maior frequência com quem mora em climas temperados, como é o caso da Europa e da América do Norte

  • Infecções virais severas: um exemplo são as causadas pelo vírus Epstein-Barr

  • Excesso ou falta de exposição ao sol: pessoas que sofreram exposição excessiva ou que tiveram níveis baixos de vitamina D por um grande período têm mais chances de desenvolver a doença

Outros fatores de risco incluem tabagismo, obesidade e exposição excessiva a solventes orgânicos. A doença ainda é mais frequente entre jovens de 20 e 30 anos, mulheres e pessoas brancas. A esclerose múltipla não é contagiosa.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da esclerose múltipla é difícil em fase inicial. Isso porque os sintomas transitórios, que são mais leves, tendem a desaparecer sozinhos em poucos dias. Dessa forma, o paciente não considera que está doente e dificilmente procura auxílio médico.

O neurologista é o profissional competente para esses casos. O diagnóstico é basicamente clínico, com atenção aos relatos do paciente e com um exame físico adequado.

Para confirmar a doença, o médico solicita a realização de uma ressonância magnética de crânio e coluna (medula espinhal), com objetivo de identificar as possíveis inflamações.

Também é comum que seja prescrito o exame de liquor, que é um líquido que protege a medula espinhal. Esse estudo permite analisar a gravidade da inflamação e afastar outras causas para esse problema.

Esclerose múltipla pode matar?

Embora seja muito incapacitante e prejudique a qualidade de vida dos pacientes, dificilmente a esclerose múltipla se torna causa de morte. Entretanto, pessoas que têm a condição apresentam outros problemas de saúde com maior frequência, como:

Esclerose múltipla tem cura? Como é feito o tratamento?

A esclerose múltipla é uma enfermidade crônica que não tem cura. O tratamento tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente, adiando a fase aguda da doença, aumentando os intervalos entre os surtos e tentando impedir que a condição avance, prejudicando outros neurônios.

Para isso, o neurologista geralmente prescreve medicamentos como corticosteroides, imunossupressores e imunomoduladores. Se o paciente teve o lado motor do seu organismo afetado, a fisioterapia também pode ser recomendada.

Além disso, mesmo que não impeça a progressão da doença, também é recomendado:

  • Manter uma vida o mais saudável possível, com uma dieta balanceada e evitando o excesso de sal

  • Parar de fumar

  • Fazer exercícios físicos, que ajudam a fortalecer os ossos e a musculatura, além de trazer maior sensação de bem-estar, auxiliar no controle do peso, diminuir a fadiga e melhorar o humor

  • Permanecer em repouso durante os surtos

  • Cuidar da saúde mental, realizando acompanhamento com um psicólogo e com um psiquiatra, se for necessário

Essas dicas, inclusive, podem ajudar na prevenção da doença, ainda que não se saiba, com toda a certeza, se há uma maneira eficaz para não desenvolver a esclerose múltipla.

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