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Catapora (varicela)

Doença causada pelo Vírus Varicela-Zoster (VVZ) provoca febre e bolhas na pele

O que é catapora ou varicela?

Também conhecida popularmente como varicela, a catapora é uma doença de caráter infeccioso, causada por um vírus chamado Varicela-Zóster. A condição é mais comum em crianças, sendo facilmente transmitida de um indivíduo ao outro.

Se um adulto que não foi vacinado e nunca teve a doença entrar em contato com o vírus, ele deve desenvolver varicela. Mais rara, a catapora em adultos tem os mesmos sintomas incômodos (febre, inflamações na pele e mal-estar geral) que aquela que atinge crianças e bebês, mas também pode evoluir para complicações respiratórias, que não costumam acontecer na infância.

Por mais que depois de contrair o vírus da varicela a pessoa fique imune à catapora, ele permanece no corpo e há a possibilidade de ser reativado, levando a um quadro de herpes-zóster (chamado de cobreiro), na fase adulta.

Na gravidez, a condição também é perigosa, resultando no risco de malformação do feto durante as primeiras semanas de gestação, além de outras complicações de maior seriedade.

No Brasil, a vacina auxilia a conter a propagação da catapora. A imunização é realizada em duas doses. A primeira é aplicada entre os 12 e 15 meses de vida e faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação. O reforço deve ocorrer dos 2 até 6 anos de idade. Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos suscetíveis, são indicadas duas doses com intervalo de um a dois meses.

Quais são os sintomas de catapora?

Os principais sintomas de catapora/varicela são:

  • Febre (entre 37,5 e 39,5ºC)
  • Manchas vermelhas e/ou pequenas bolhas, com ou sem líquido, que coçam e se espalham rapidamente pelo corpo
  • Feridas na pele, que se formam devido à coceira intensa
  • Cansaço e fraqueza
  • Falta de apetite
  • Mal-estar geral
  • Dor de cabeça
  • Dor de barriga

Os primeiros sinais são parecidos com os de uma gripe. Depois, de um a dois dias, o paciente passa a apresentar os sintomas clássicos de varicela, como as manchas avermelhadas na pele, que evoluem para pequenas bolhas com secreção, provocando coceira. Se as bolhas estourarem, pequenas cascas se formam, coçando muito.

As manchas e bolhas podem acontecer ao mesmo tempo e atingir todo o corpo. Geralmente, esse quadro é bastante incômodo. Cutucar as lesões é capaz de gerar inflamações na pele.

A catapora dura um período de 10 dias a duas semanas. Enquanto as bolhas tiverem líquido, o paciente consegue contaminar outras pessoas e não deve ir à escola ou ao trabalho.

Como identificar os sinais nas crianças de colo?

Nos bebês, os sinais são os mesmos acima citados, além de choro fácil e irritação pelo desconforto. Tosse e secreção nasal são outras manifestações indicativas, antes do aparecimento das manchas.

Com certa frequência, as bolhas da catapora começam a aparecer no peito e depois tendem espalhar para braços e pernas, dando origem a pequenas feridas. Em crianças menores de 1 ano de idade, os sintomas costumam ser mais leves, provocando apenas poucas feridas na pele.

É importante que os pequenos com suspeita da doença sejam levados ao pediatra assim que surgirem os primeiros sinais, para confirmar o diagnóstico (via exame físico), a fim de evitar o contágio para outros membros da família ou cuidadores.

Como é a transmissão da doença?

A catapora é mais comum em bebês e crianças com até 10 anos e pode ser facilmente transmitida por meio do contato com o líquido liberado pelas bolhas. Também pode ocorrer pela inalação de secreções respiratórias que ficam suspensas no ar quando a pessoa contaminada com o vírus da varicela espirra ou tosse.

É importante não estourar as bolhas e evitar o contato com outras crianças por cerca de 7 dias, sem frequentar creche ou escola por esse período ou até a indicação médica, pois assim é possível prevenir a transmissão do vírus.

Quais são os fatores de risco da catapora/varicela?

Os fatores de risco da catapora são:

  • Idade: crianças são mais propensas a apresentarem a doença infecciosa, principalmente antes dos 10 anos. A varicela costuma ser moderada, embora possam ocorrer sérias complicações em alguns casos. Crianças mais velhas e adultos ficam mais gravemente doentes do que crianças menores.

  • Contato com pessoas infectadas: ficar exposto ao vírus por meio do contágio com pessoas infectadas é o principal fator de risco, especialmente se a pessoa não foi vacinada e nunca tiver contraído catapora.

Como é o diagnóstico da catapora/varicela?

O diagnóstico de catapora geralmente é feito somente com exame físico. Uma simples análise do histórico clínico e a observação dos sintomas, especialmente se há ocorrência de erupções na pele, já bastam para o médico (clínico geral ou pediatra) concluir corretamente sobre um caso de varicela.

Se restar dúvida, exames de sangue para detectar a infecção e testes envolvendo a coleta de pele ou secreção das bolhas.

Qual é o tratamento da catapora/varicela?

O tratamento ministrado basicamente alivia os sintomas, como o uso de analgésicos para febre e dores. Medicamentos anti-histamínicos ajudam a diminuir a coceira do paciente, já que não existe um remédio específico para a catapora. Como em outras doenças transmitidas por vírus, não há muito o que fazer.

O importante é evitar a contaminação das lesões por bactérias, o que complica o quadro. Não coçar as feridas diminui o risco de infecções e a formação de cicatrizes.

Compressas de água fria também podem ser utilizadas para amenizar a ardência e a irritação. Repouso e ingestão de líquidos e alimentos leves ainda são as dicas para quem apresenta febre.

Como é a prevenção da doença?

Elaborado com o Vírus Varicela-Zoster atenuado, um imunizante combate a causa da catapora. Em 2013, foi acrescentado à vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), pelo Ministério da Saúde. A agora tetravalente faz parte na rotina de vacinação de crianças entre 15 meses e 2 anos de idade.

Este imunizante tem suas indicações precisas, levando em conta a situação epidemiológica da doença, por isso não está disponível de forma universal no Sistema Único de Saúde (SUS).

As indicações são:

  • População indígena a partir de quatro anos de idade
  • Surto hospitalar da doença (vacinar, até cinco dias após o surto, crianças maiores de 9 meses de idade que tenham imunidade baixa e que estejam dentro do hospital e demais pessoas suscetíveis)
  • Profissionais de saúde, cuidadores e familiares que estejam em convívio domiciliar ou hospitalar com pacientes com maior risco de contrair a doença com consequências graves (crianças com câncer, pessoas em geral submetidas a cirurgias, quimioterapia, radioterapia, doadores de órgãos e células-tronco)
  • Pacientes com doenças renais crônicas
  • Crianças, adolescentes e adultos infectados pelo HIV
  • Doenças dermatológicas graves
  • Pessoas que fazem uso crônico de ácido acetilsalicílico (recomenda-se suspender a administração do medicamento por seis semanas após tomar a vacina)

Além da vacinação, existem outras medidas preventivas que podem ser adotadas pelos pais e na escola, como reforços na limpeza e higiene que evitam qualquer doença respiratória:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool gel com frequência
  • Cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar
  • Não compartilhar alimentos, bebidas, material escolar ou objetos de uso pessoal
  • Manter os ambientes bem ventilados
  • Higienizar frequentemente as superfícies
  • Reforçar ações educativas para que alunos doentes permaneçam em casa

Ainda é orientado que os pais avisem à escola quando a criança estiver doente, principalmente se foi diagnosticada com alguma condição contagiosa. Isso ajuda a alertar os professores e demais pais para observarem sintomas semelhantes em outros alunos.

Para lares em que já há alguém infectado, é sempre importante que o paciente e o cuidador lavem bem as mãos antes e após ter contato com as lesões da pele, tendo atenção ao tocar nas feridas. Cortar as unhas das crianças também é uma boa dica, para minimizar o aparecimento de feridas.

Se, por acaso, as bolhinhas estourarem, deve-se cobrir a região para não deixar que o líquido contendo o vírus vaze. Toalhas e demais objetos pessoais do paciente que entrarem em contato com a lesão devem ser separados dos demais ocupantes da casa e bem higienizados na sequência.

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