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Vacinação no Brasil: conheça a história dos imunizantes

04 de

junho

de 2024

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Da proteção contra varíola até a Covid-19, entenda a importância das vacinas para o mundo.

Vacinação no Brasil e no mundo: descubra como começou

Seja por meio das famosas gotinhas ou pelas injeções, as vacinas fazem parte do cotidiano dos brasileiros. Afinal, a vacinação no Brasil é extensa e mantém o país em posição privilegiada no ranking de maiores coberturas vacinais de todo o mundo.

Atualmente, tomar vacina é um ato comum, seguro e praticamente indolor. Além disso, os imunizantes estão disponíveis tanto na rede privada, quanto nos postos de saúde. Mas nem sempre foi assim.

A história da imunização surgiu no século 18, graças às pesquisas do médico Edward Jenner. O inglês, nascido em 1749, dedicou 20 anos de sua vida aos estudos da varíola e foi o responsável por mudar completamente a maneira de prevenir infecções.

A seguir, vamos falar mais sobre a primeira vacina da história, os avanços da imunização no Brasil e a importância de manter a cobertura vacinal em alta. Confira!

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Como foi criada a primeira vacina da história?

A varíola foi uma das doenças mais mortais da história. Ao longo dos seus mais de 100 anos de existência, o vírus se espalhou em surtos periódicos e catastróficos. Somente no século 18, é estimado que pelo menos 400 mil pessoas morreram de varíola a cada ano.

Nesse cenário, Edward Jenner teve um papel crucial. Durante os seus estudos, ele observou pessoas que se contaminaram com uma doença de gado ao ordenarem vacas. A condição, chamada cowpox, era bastante semelhante à varíola humana, causando, inclusive, pústulas (lesões com pus) muito parecidas.

Em 1796, o médico inglês decide fazer uma experiência. Ele, então, introduz o pus de uma lesão de cowpox, presente em uma ordenhadora chamada Sarah Nelmes, em James Phipps, um garoto de 8 anos. O menino adquire a doença de forma leve e, após 10 dias, já estava totalmente curado.

É nesse momento que Edward Jenner toma uma decisão que mudaria completamente o futuro da humanidade. Ele decidiu introduzir o pus da varíola humana no jovem James Phipps, que não apresentou nenhum tipo de sintoma. Surge, então, a primeira vacina já criada.

Jenner continuou os experimentos em outras pessoas, obtendo resultados satisfatórios a cada tentativa. Dessa forma, em 1798, ele publica as suas descobertas em um artigo intitulado “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”.

Apesar de enfrentar alguma resistência da população e outros pesquisadores, logo a descoberta do médico se espalhou por diversos países. Em 1799, surge o primeiro instituto de vacinas de Londres e, um ano depois, a Marinha Britânica passou a aderir à vacinação.

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O avanço da vacinação no Brasil

A história da vacinação no Brasil tem início em 1804, quando o marquês de Barbacena trouxe a vacina da varíola para o país. No entanto, foi no século 20 que a imunização começou a se firmar de fato nas terras tupiniquins, quando foram criados o Instituto Soroterápico do Rio de Janeiro (futura FioCruz) e o Instituto Serumtherápico (futuro Instituto Butantan).

Em 1904, exatos 100 anos depois que a vacina chegou ao Brasil , o imunizante passou a ser obrigatório para todos na cidade do Rio de Janeiro, que até então era a capital brasileira. Isso resultou em um episódio histórico: durante 5 dias, a população fez um motim, que ficou conhecido posteriormente como Revolta da Vacina.

Todo o caos foi causado, principalmente, pela falta de costume do ato de se vacinar. Além disso, vários boatos diziam que quem se vacinava, ficava com feições bovinas, o que, claro, não era verdade.

Com o passar dos anos, a vacina antivariólica foi aplicada em toda a população, o que ajudou na erradicação da doença não apenas no Brasil, como também no resto do mundo. Ao longo do século, outros imunizantes, como o BCG (contra tuberculose) e a vacina contra febre amarela também foram instituídos no país, auxiliando  no controle de surtos dessas condições.

O que é o Programa Nacional de Imunizações e qual o objetivo das campanhas de vacinação?

As campanhas mundiais de vacinação contra varíola foram um grande sucesso. Não é à toa que a doença foi erradicada (o último caso no Brasil foi registrado em 1971 e, no mundo, em 1977, na Somália).

Com as pessoas mais acostumadas com as vacinas e com a modernização dos imunizantes, que passaram a abranger diversas outras condições, o Ministério da Saúde brasileiro determinou a formulação do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em 1975, o PNI foi institucionalizado e uma série de ações foram realizadas para consolidar as coberturas vacinais nacionalmente.

Em 1980, tem início as campanhas de vacinação contra a poliomielite. Nesse contexto, em 1986, surge o personagem Zé Gotinha, com objetivo de tornar a vacinação mais atraente às crianças, que eram o público-alvo naquele momento. Hoje, o Zé Gotinha permanece como uma figura histórica da vacinação em solo brasileiro.

Com o PNI e as campanhas nacionais, o Brasil conseguiu erradicar a poliomielite, o tétano neonatal e a síndrome da rubéola congênita. Além disso, também controlou várias outras doenças, como difteria, sarampo, coqueluche, tétano acidental, hepatite B, caxumba e formas graves de rubéola e tuberculose.

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A importância da vacinação em massa na erradicação de doenças

A vacinação é o melhor caminho para se proteger de diversas doenças. Algumas enfermidades graves, como a poliomielite, só podem ser prevenidas por meio do imunizante.

As vacinas são seguras e eficazes. Elas são feitas com microrganismos inativos ou com parte dos microrganismos da própria condição que busca prevenir. Porém, eles são mortos ou enfraquecidos, fazendo com que o organismo humano não desenvolva a doença, mas consiga combatê-la se for necessário.

Para que uma vacina seja liberada para a população, ela passa por uma série de avaliações que garantem a sua segurança. No Brasil, o órgão responsável por esses testes é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O principal objetivo dos imunizantes é proporcionar imunidade a determinadas doenças. Quando você se vacina, também gera proteção para pessoas que não podem tomar certos imunizantes (como os imunossuprimidos), já que a circulação dos vírus e das bactérias também diminuem.

Mesmo se a vacina não for totalmente capaz de impedir a contaminação, os casos em pessoas vacinadas costumam ser mais leves. É isso que observamos durante a pandemia da Covid-19, por exemplo.

Marco histórico: a primeira pessoa vacinada contra Covid-19 no Brasil

Em 2020, o mundo teve que enfrentar um grande desafio. Com o surgimento de um novo coronavírus, várias pessoas começaram a apresentar sintomas respiratórios e morrer ao redor do mundo.

No Brasil, isso não foi diferente. A vacina contra a Covid-19 começou a ser produzida rapidamente por vários laboratórios, mas houve problemas na obtenção de doses por parte do governo brasileiro.

Mesmo assim, em 17 de janeiro de 2021, em São Paulo, após a aprovação em caráter emergência pela Anvisa, Mônica Calazans, enfermeira que combateu a doença na linha de frente em hospitais, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Brasil.

Depois das campanhas intensas de vacinação, a Covid se tornou uma doença controlada e os números de morte caíram radicalmente com o passar dos meses.

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Doenças a postos: redução na cobertura vacinal pode causar a volta de condições graves

A vacinação no Brasil tem uma vasta história, como você pode reparar. No entanto, nem tudo são flores: desde 2016 a cobertura vacinal tem caído a níveis preocupantes.

Segundo pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a hesitação vacinal ocorre, em muitos casos, devido a sensação de proteção que existe quando há o controle de doenças. Isso é alarmante, já que a redução no número de quadros de diversas condições acontece exatamente por conta da aplicação de vacinas.

Além disso, vários pais estão apresentando receio em vacinar seus filhos devido a notícias falsas que circulam na internet e que apontam, por exemplo, que imunizantes causam sequelas e vários problemas à saúde.

A falta de cobertura vacinal leva à volta de doenças consideradas erradicas. O exemplo mais recente é o do sarampo. Em 2016, o Brasil chegou a receber o certificado de eliminação do sarampo, mas o vírus voltou a circular em 2018, causando surtos ao redor do país.

Outras enfermidades graves, como rubéola, caxumba, varicela, difteria e poliomielite estão no radar e podem voltar à ativa graças a baixa na aplicação de vacinas.

Existem vacinas obrigatórias no Brasil?

Não há vacinas obrigatórias no Brasil. O que existe, na verdade, é um calendário de vacinação proposto no Programa Nacional de Imunizações. Nele, é possível conferir os imunizantes que devem ser tomados conforme a faixa etária. Alguns exemplos são:

Vacinas para crianças

Vacinas para adultos

  • Tétano e difteria (reforço que deve ser tomado a cada 10 anos)
  • Febre amarela (reforço que deve ser tomado a cada 10 anos)
  • Influenza
  • Covid-19

Vacinas para idosos

Além disso, a vacina contra dengue já faz parte do PNI e está sendo distribuída para os estados, mas ainda com públicos reduzidos.

Para saber melhor sobre a periodicidade das vacinas, consulte um pediatra, um clínico geral ou um geriatra, conforme a idade do paciente.

Uma cobertura vacinal ainda mais ampla para você com a Vale Saúde

Além das vacinas ofertadas pelo PNI, existem vários outros imunizantes que não estão disponíveis no SUS, mas que ainda sim são importantes para garantir proteção contra uma série de doenças, incluindo herpes zóster e meningites meningocócicas (uma das formas mais graves da meningite bacteriana).

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Escrito por Vale Saúde

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