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Tumor Cerebral

Crescimento no cérebro pode ser não canceroso (benigno) ou canceroso (maligno)

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O que é tumor cerebral?

Um tumor é caracterizado pelo crescimento acelerado e errático de um grupo de células que sofreu uma mutação e que passou a se comportar de forma incorreta, causando, por exemplo, a formação de uma massa de células.

Quando isso ocorre no cérebro ou nas meninges (membranas finas e viscosas que recobrem o cérebro e ficam no interior do crânio), o paciente é diagnosticado com tumor cerebral.

Eles podem ser benignos, mas são, em grande maioria, malignos, resultantes de câncer. Dependendo do quanto cresce, o tumor cerebral é capaz de destruir o tecido cerebral saudável e comprimir o restante do cérebro, causando um aumento na pressão intracraniana, o que também é perigoso.

Tumores cerebrais ainda são um desafio para a Medicina por conta do seu caráter agressivo, já que eles evoluem muito rápido. Apesar de não serem tumores tão comuns na população brasileira (cerca de 11 mil casos ao ano), a taxa de mortalidade é considerada alta, com uma média de sobrevida de 18 meses com os tratamentos disponíveis atualmente.

O risco de o tumor voltar também é elevado e, em algum momento, os pacientes terão que lidar com o risco de reaparecimento.

Existem vários tipos de tumores cerebrais e a sua característica vai depender de onde ele está localizado. O glioblastoma é o mais prevalente e corresponde a até 50% dos diagnósticos.

Quais são os tipos de tumor cerebral?

Existem dois tipos principais de tumores cerebrais:

  • Primário: tem origem nas células localizadas no cérebro ou próximas dele (canceroso ou não canceroso)
  • Secundário: decorrente de metástase, originário de outra parte do corpo e se espalhou para o cérebro (sempre canceroso)

Eles são classificados em grupos e conforme a rapidez com que se desenvolvem. Como regra geral, o tumor de menor grau é considerado menos agressivo, enquanto o de maior grau é o mais agressivo. Existem quase 100 subtipos de tumores cerebrais, diferenciados conforme as regiões onde se desenvolvem, classificados em gliomas, meningiomas, meduloblastomas e neuromas acústicos.

A maioria origina-se nas células gliais, que sustentam as células nervosas do órgão. Os gliomas são os tumores mais comuns e são divididos em:

  • Astrocitoma: glioma mais comum, tende a se desenvolver em pessoas jovens e pode evoluir para glioblastomas, tumores mais agressivos que aparecem em pacientes com mais de 40 anos
  • Espendinoma: tumor raro, mais comum em crianças e adolescentes que apresentam metástase na medula (possível hidrocefalia)
  • Oligodendroglioma: mais frequente em adultos, desenvolve-se junto as células de sustentação do tecido cerebral, no lobo temporal ou na porção frontal do cérebro
  • Meningioma: formado próximo às meninges (camada que envolve o cérebro), é um tumor mais comum em adultos, especialmente em mulheres entre os 40 e 60 anos. Na maioria das vezes, é benigno e de fácil tratamento
  • Neuroma acústico: tumor benigno mais frequente em mulheres de meia-idade, geralmente formado na porção coclear do nervo vestibulococlear, responsável pela audição e pelo equilíbrio, localizado entre o cerebelo e a região da orelha
  • Meduloblastoma: tipo raro de tumor que se desenvolve no cerebelo, mais comum em crianças e adolescentes do sexo masculino (pode causar hidrocefalia)
  • Adenoma da hipófise ou tumor pituitário: cresce na base do cérebro junto à glândula hipófise. Apesar de na maioria das vezes ser benigno, é capaz de desregular todo o sistema hormonal do corpo (gigantismo, acromegalia, síndrome de cushing, amenorreia, galactorreia, disfunção erétil, ginecomastia, hipertireoidismo e diabetes)
  • Craniofariongioma: geralmente benigno, cisto localizado entre o hipotálamo e a hipófise pode ter como primeiro sintoma a diabetes insipudus, caracterizada por sede e micção excessivas
  • Tumor da Glândula Pineal: formação rara que acontece na glândula pineal, responsável pela produção de melatonina, localizada no meio do cérebro na porção traseira de cima da orelha (capaz de causar hidrocefalia)
  • Hemangioblastoma: cresce a partir de células dos vasos sanguíneos no cerebelo, tronco cerebral ou na medula
  • Cordoma: tumor raro que começa no osso da base do crânio ou na extremidade inferior da coluna vertebral e pode afetar o sistema nervoso central (SNC)
  • Linfoma Não Hodgkin: forma-se nas células do sistema linfático (encontrado em todo o corpo, inclusive no cérebro), recebendo o nome de linfoma cerebral. Mais comum em pessoas com problemas no sistema imunológico, cresce rápido e, por isso, é difícil de tratar

Quais são os sintomas de tumor cerebral?

Tumores do cérebro afetam diferentes funções, causando diferentes sintomas:

  • Episódios de dores de cabeça que parecem piorar gradualmente ou serem mais frequentes
  • Náusea
  • Vômito
  • Desmaios
  • Confusão mental
  • Convulsões
  • Cansaço ou sonolência excessiva
  • Tontura
  • Vertigem
  • Perda do equilíbrio e da coordenação motora
  • Perda da sensibilidade (não conseguir mais sentir a diferença entre frio e calor)
  • Mudanças na capacidade de falar e de articular as palavras
  • Problemas de memória recente
  • Dificuldade de concentração
  • Mudanças de humor e de comportamento
  • Visão turva e embaçada ou outras alterações visuais, como ver pontos brilhantes ou flashes
  • Diminuição de audição ou olfato
  • Perda do apetite e de peso sem motivo aparente
  • Fraqueza, dormência, formigamento ou rigidez em um lado do corpo
  • Agitação motora
  • Dificuldade para entender o que é dito
  • Problemas com leitura e escrita de modo inexplicável
  • Movimentos involuntários
  • Déficit motor de membros (hemiplegia)

É importante lembrar que esses sintomas também são relacionados a vários outros tipos de problemas de saúde.

Quais são as causas da doença?

Não se sabe, exatamente, o que desencadeia a formação de um tumor cerebral. No entanto, acredita-se que pode haver uma predisposição genética nos pacientes que apresentam esse crescimento anormal de células no cérebro.

A maioria dos tumores cerebrais acontece devido à metástase. Os outros casos de tumor cerebral que são originados totalmente no cérebro ou nas meninges costumam não se espalhar pelo resto do corpo do paciente.

A metástase acontece quando células que estão apresentando um comportamento errático e causando a formação de tumores se descolam do ponto de origem (um câncer localizado em outra parte do corpo do paciente, como câncer de mama, câncer de pulmão, câncer renal, câncer de pele, câncer de estômago ou câncer no fígado) e se espalham por outros órgãos, podendo, inclusive, chegar até o cérebro.

Quais são os fatores de risco para tumor cerebral maligno?

O câncer do SNC - sistema nervoso central (que inclui o cérebro e a medula espinhal), assim como em outros órgãos, é causado por anormalidades (mutações) dos genes nesse tecido. Embora a grande maioria ocorra ao acaso, há alguns fatores relacionados a um risco aumentado para estas mutações:

  • Gênero: é mais comum em homens do que em mulheres
  • Idade: embora possa desenvolver-se em qualquer idade, é mais comum nos idosos (acima de 65 anos)
  • Radiação: ocorre com maior frequência em pessoas que fizeram tratamento de radioterapia na cabeça anteriormente
  • É mais frequente em pessoas que tenham passado por tratamento de leucemia durante a infância
  • Exposição ao cloreto de vinil (utilizado na produção de plástico)
  • Pacientes com baixa imunidade
  • Pacientes com infecções pelo HIV

Como é o diagnóstico de tumor cerebral?

Em caso de suspeita de tumor na cabeça, apresentando um ou mais sintomas descritos acima, o ideal é consultar com um neurologista.

O diagnóstico passa por várias etapas, começando por um exame físico, no qual o médico vai avaliar questões como os reflexos do paciente, entre outros detalhes. Além disso, o profissional vai coletar informações sobre os sintomas e histórico clínico e familiar.

O especialista deve solicitar exames mais específicos para confirmar o diagnóstico, como o eletroencefalograma, a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética.

Caso algum tipo de alteração seja detectado, o profissional poderá pedir uma biópsia para concluir se está ou não lidando com um câncer. Se a resposta for positiva, o próximo passo é descobrir o tipo do tumor. Quanto mais cedo for identificado, mais fácil e eficiente será o tratamento.

Tumor cerebral tem cura? Como é o tratamento?

O tumor cerebral tem cura, dependendo do tipo e da sua agressividade. Tumores benignos têm uma chance maior de recuperação, pois crescem mais lentamente e normalmente não invadem outras partes do tecido cerebral.

No caso de tumores malignos, a cura vai depender da agressividade do câncer, da capacidade para se espalhar no cérebro e da resposta ao tratamento.

O tratamento varia de acordo com a localização, tipo e até mesmo do grau de avanço e comprometimento do cérebro. Atualmente, tumores no crânio são tratados com procedimentos cirúrgicos, quimioterapia, radioterapia e até mesmo terapia alvo (medicamentos que agem diretamente em genes e proteínas das células do tumor cerebral, evitando o crescimento e ajudando a destruir este tipo de tumor).

Nos casos em que tratar o tumor em si não é possível, os médicos podem optar por aliviar os sintomas do paciente, na chamada terapia de suporte, que utiliza medicações como corticoides, anticonvulsivantes, analgésicos, antidepressivos e ansiolíticos.

Tumor cerebral tem sequelas?

O tumor cerebral pode afetar estruturas importantes do sistema nervoso, provocando alterações na concentração, memória, fala, visão e até nos movimentos do corpo.

Estas alterações podem levar a sequelas como dificuldade para se comunicar, problemas de visão e hemiplegia (quando um lado do corpo fica sem movimento).

Além disso, o próprio tratamento, principalmente a cirurgia, pode causar efeitos colaterais, como a limitação dos movimentos do corpo. Para lidar com essa gama de problemas, assim que o paciente é diagnosticado com este tipo de tumor, é definida uma equipe multidisciplinar.

Por exemplo, além dos médicos (neurologista, neurocirurgião para o procedimento e oncologista no caso de câncer), integram o grupo profissionais como o fisioterapeuta (responsável pela preservação dos movimentos), o fonoaudiólogo (para a terapia da fala e deglutição) e o psicólogo (para acompanhamento das alterações emocionais individuais e familiares).

É possível prevenir tumores cerebrais?

Não é possível prevenir a formação de tumores, mas pode-se investir em medicina preventiva para promover um diagnóstico precoce. Em casos de tumor cerebral na família, a medida é visitar o neurologista periodicamente, para rastrear o risco de surgimento de corpos estranhos no crânio.

Da mesma forma, é bom manter em dia os check-ups com exames laboratoriais e de imagens de outras partes do corpo solicitados pelo seu médico.

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