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Câncer de mama

Doença é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo

O que é o câncer de mama?

Assim como os outros tipos de cânceres, o câncer de mama acontece quando as células começam a crescer e se multiplicar desordenadamente, o que gera um tumor. Nesse caso, a concentração de células geralmente acontece nos ductos ou nas glândulas mamárias.

Esse é o tipo de câncer mais comum em mulheres em todo o mundo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020, foram registrados 66.280 novos casos e 18.295 mortes em decorrência da doença no Brasil.

O diagnóstico precoce é essencial para elevar as chances de cura. É estimado que 95% dos cânceres de mama diagnosticados previamente podem ser curados. Ir ao ginecologista todos os anos e aprender a realizar autoexame são considerados meios importantes de detecção prévia da doença.

Quais são os tipos de câncer de mama?

O crescimento e a multiplicação desorganizada das células fazem com que os tumores gerados apresentem características variadas. Isso resulta em diferentes tipos de câncer de mama. Os mais comuns são:

Carcinoma ductal in situ

Também conhecido como câncer não invasivo, é o responsável por 20% dos diagnósticos. Trata-se de um tumor maligno que não faz metástase, ou seja, que as células cancerígenas não se espalham para outras regiões do corpo.

Por isso, as pacientes costumam responder bem aos tratamentos e, dependendo do estágio do câncer, a mama pode ser preservada. Mas é preciso ter atenção, porque se não for devidamente tratado a tempo, pode se tornar invasivo e irradiar para outras áreas após alguns anos.

Invasivo

O câncer de mama invasivo é o oposto do não invasivo. Nesse caso, ele faz metástase e se espalha pelo corpo. Existem dois tipos: o carcinoma ductal invasivo e o carcinoma lobular invasivo.

O carcinoma ductal invasivo acontece quando o tumor cresce dentro do ducto mamário e, após um tempo, o rompe, indo para o tecido adiposo dos seios. Nesse estágio, também há o risco do câncer se disseminar por todo o corpo por meio da circulação sanguínea ou do sistema linfático.

O mesmo processo acontece com o carcinoma lobular invasivo. A diferença é que, nesse caso,** o câncer cresce nos lóbulos das glândulas mamárias**. É mais raro que o carcinoma ductal invasivo e também é mais difícil de ser detectado nos exames de rotina.

Invasivos diferenciados e os tipos mais graves de câncer de mama

Existem alguns tipos de cânceres de mama invasivos que têm características especiais. Embora sejam menos comuns, podem ser mais graves:

  • Triplo negativo: representa cerca de 15% dos casos. É bastante agressivo, mais difícil de ser tratado e é responsável por 25% das mortes. Também é mais comum em mulheres com menos de 40 anos e se diferencia dos outros tipos por se disseminar rapidamente.
  • Inflamatório: é o tipo mais raro de câncer de mama invasivo e representa cerca de 1 a 5% dos casos. É diferente porque não desenvolve nódulos, mas apresenta sinais de inflamação, como inchaço e vermelhidão nas mamas. Isso acontece porque as células cancerígenas entopem os vasos linfáticos na pele.

Quais são os sintomas de câncer de mama?

  • Surgimento de um nódulo, geralmente duro, indolor e irregular na mama, próximo a ela ou na região da axila
  • Alteração no tamanho ou na forma da mama
  • Alteração na auréola e/ou no mamilo
  • Edema cutâneo, que faz com que a pele da mama crie um aspecto semelhante à casca de laranja
  • Inversão do mamilo
  • Dores na região da mama
  • Descamação ou ulceração do mamilo
  • Secreção no mamilo, geralmente transparente
  • Em alguns tipos de câncer, pode haver inchaço, vermelhidão e calor na região da mama

Quanto tempo a doença demora para se desenvolver?

Os tipos mais comuns de câncer de mama podem levar entre 7 e 10 anos para formar um nódulo palpável (nódulos com menos de 1 cm não são perceptíveis no autoexame). Em todo esse período, é incomum que a paciente tenha qualquer sinal de que está com a doença.

Antes do surgimento dos nódulos, a mulher pode apresentar sinais como:

  • Cansaço e fadiga
  • Sangue nas fezes
  • Secreções nas mamas
  • Mamas inchadas
  • Pele enrugada na região das mamas

Como citado acima, o câncer de mama inflamatório não apresenta nódulos, mas a mulher sentirá sintomas de inflamação.

Quais são os fatores de risco para o câncer de mama?

Não existe apenas um fator de risco para o câncer de mama, e é normal que a doença seja resultado da combinação de vários fatores. O principal é a idade, porque a maioria dos casos acomete mulheres com mais de 50 anos.

Além disso, outros fatores podem ser separados nos seguintes grupos:

  • Genéticos: histórico familiar de câncer de mama e nos ovários é um sinal de alerta, assim como a alteração genética nos genes BRCA1 e BRCA2
  • Reprodutores: não ter tido filhos ou ter a primeira gravidez após os 30 anos
  • Hormonais: menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 55 anos e reposição hormonal após a menopausa
  • Comportamentais: sedentarismo, obesidade e sobrepeso, exposição a raios-X com frequência e alcoolismo

É importante dizer que ter um desses fatores não significa que a mulher irá desenvolver o câncer. Entretanto, um fator combinado a outros eleva os riscos e torna ainda mais essencial consultas frequentes com um ginecologista ou mastologista.

Câncer de mama tem cura? Qual o tratamento?

Embora os tumores do câncer de mama sejam malignos, a doença tem um grande índice de cura (que chega a 95%), desde que seja diagnosticada no início e antes do processo de metástase.

O tratamento vai depender do tipo de câncer desenvolvido e do estágio em que a doença está, condições que são analisadas pelo oncologista e pelo mastologista. Os mais indicados são:

  • Quimioterapia, em que é feito o uso de medicamentos para matar as células cancerígenas
  • Radioterapia, em que é feito o uso de radiação para matar o câncer
  • Hormonioterapia, em que são utilizadas medicações que inibem a ação dos hormônios femininos
  • Cirurgia, que pode retirar o tumor ou a mama completa (mastectomia)

Como prevenir o câncer de mama?

O autoexame é peça-chave na prevenção da doença. Como o próprio nome indica, o exame é realizado pela própria mulher a partir dos 20 anos de idade e é recomendado que seja feito mensalmente entre o quarto e o sexto dia após o fim da menstruação. Mulheres que não menstruam devem escolher um dia no mês para realizar a avaliação.

Durante o autoexame, os seguintes sinais devem ser procurados:

  • Nódulos na mama ou na região da axila
  • Secreções no mamilo
  • Alterações na pele da mama
  • Pele com aspecto de casca de laranja

Além disso, mulheres com mais de 50 anos devem fazer a mamografia preventiva anualmente, o único exame que permite descobrir o tumor ainda em sua fase inicial, com cerca de 5 milímetros.

Se a mulher apresentar fatores de risco, a mamografia deve ser feita a partir dos 40 anos, no máximo a cada dois anos.

O ultrassom das mamas também é uma solução para mulheres mais novas, já que o tecido da mama é mais denso durante a juventude, tornando a mamografia imprecisa.

Ter uma vida saudável, com alimentação balanceada e pelo menos meia hora de exercícios diários também são métodos de prevenção ao câncer de mama.

Ainda é recomendado evitar o consumo de bebidas alcóolicas e utilizar hormônios sintéticos apenas com prescrição e acompanhamento de um ginecologista.

Câncer de mama em homens: é possível?

Embora seja muito raro – apenas 1% dos casos de câncer de mama acontecem em homens – eles também podem desenvolver a doença, já que possuem glândulas mamárias e hormônios femininos, mesmo que em pequena quantidade.

Os fatores de risco englobam homens acima de 60 anos, que têm casos de câncer de mama e de ovário na família.

Por ser incomum, não há a recomendação para que homens façam exames nas mamas por rotina. Por isso, é essencial que eles estejam atentos ao próprio corpo e procurem ajuda médica nos seguintes casos:

  • Se notarem surgimento de nódulos na região do mamilo
  • Se houver secreção no mamilo
  • Se houver retração no mamilo
  • Se sentir dor na região mamária

Diferente das mulheres, os homens apresentam os nódulos bem atrás do mamilo. Dessa forma, em necessidade de cirurgia, geralmente os médicos optam pela mastectomia total, em que são retirados a mama, o mamilo e a auréola.

Também fazem parte do tratamento a quimioterapia e a radioterapia e o bloqueio dos hormônios femininos.

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