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Apneia do sono

Distúrbio afeta a qualidade de vida do paciente e traz riscos à sua saúde

Artigo revisado pelo Dr. Fábio Poianas Giannini (CRM 100.689)

O que é apneia do sono?

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um distúrbio do sono caracterizado por apneias (situação em que o indivíduo para de respirar por tempo maior do que seria adequado para o organismo) obstrutivas, hipopneias (respirações em baixa frequência) e/ou despertares relacionados ao esforço respiratório causados por colapso repetitivo das vias aéreas superiores durante o sono.

Também é caracterizada por uma respiração muito superficial durante o sono e, quem sofre com a condição, pode não ter a quantidade de repouso necessária para o organismo, o que impede de recuperar as energias do dia a dia.

Como resultado, o paciente com esse distúrbio acaba ficando com dificuldade de concentração, cansaço, sonolência, dor de cabeça, irritabilidade e até impotência sexual.

O sintoma mais perceptível da apneia é o ronco, que pode afetar quem dorme junto ou próximo de quem sofre com essa condição.

Quais são os principais sintomas?

Além dos roncos e ruídos, é preciso prestar atenção nos sintomas a seguir:

  • Acordar com sensação de sufocamento
  • Acordar ofegante ou com dor no peito
  • Sentir sonolência diurna ou cansaço extremo
  • Acordar diversas vezes durante a noite (sono fragmentado)
  • Sentir que o rendimento no trabalho ou nos estudos caiu
  • Sentir-se irritado com frequência
  • Sentir dificuldade de concentração
  • Ter alterações ou perda de memória
  • Sentir a boca seca, a garganta doendo ou salivação excessiva ao acordar
  • Ter disfunção erétil ou redução do desejo sexual

O que causa a apneia do sono?

A causa da apneia é a obstrução parcial ou total das vias respiratórias em função da desregulação dos músculos da faringe, além de alterações no sistema do cérebro, responsável por controlar a respiração.

Geralmente, ela acomete pessoas acima de 50 anos e pode ocorrer devido a diversos outros fatores, inclusive por maus hábitos de vida. Entre as principais causas, estão:

  • Uso de cigarro: A fumaça que está sendo inalada pelo pulmão causa dificuldades para respirar
  • Excesso de peso: A obesidade pode causar apneia pelo aumento do tecido adiposo, que modifica a anatomia das estruturas e causa colapso das vias aéreas
  • Abuso de bebidas alcoólicas: O alcoolismo influencia na qualidade de vida, deixando a saúde instável e podendo provocar a apneia
  • Uso de alguns tipos de medicamentos: Com calmantes e relaxantes, por exemplo, o corpo fica com mais dificuldade para expelir o ar de dentro do peito
  • Congestão nasal: O nariz entupido impede uma respiração normal
  • Idade avançada: Pessoas mais velhas normalmente têm mais dificuldade para respirar

Como identificar a apneia do sono?

Nem sempre o paciente percebe que deixa de respirar durante a noite e, muitas vezes, não tem ninguém para testemunhar os roncos ou ruídos. Por isso, é preciso estar atento aos sintomas que pode sentir durante o dia, quando está acordado.

Apneia do sono é grave?

A repetição dos episódios de apneia pode trazer vários problemas para o paciente, como risco de arritmia cardíaca, hipertensão, arteriosclerose (acúmulo de placas de gordura na parede das artérias), derrame e diabetes além de uma má qualidade de vida.

Isso acontece porque a redução de oxigênio modifica o funcionamento do sistema nervoso, elevando o ritmo dos batimentos cardíacos e estimulando a contração dos vasos sanguíneos.

A apneia também pode favorecer o acúmulo de gordura abdominal e resistência à insulina, responsável por controlar os níveis de glicose do sangue.

Quais são os tipos de apneia do sono?

Uma classificação válida subdivide a doença em três principais tipos, sendo que a diferença entre eles está no fator que desencadeia o distúrbio durante o sono. Veja quais são eles:

Apneia obstrutiva do sono

É a mais comum e é causada pelo relaxamento dos músculos da respiração que acabam por obstruir as vias aéreas, estreitando e alterando a anatomia do pescoço, nariz ou mandíbula.

Desvio de septo, pólipos nasais, adenoide, formato da mandíbula e amígdalas grandes são alguns dos fatores que podem provocar a apneia obstrutiva.

Apneia central do sono

Esse tipo de apneia está relacionada a uma deficiência na parte do cérebro chamada tronco cerebral.

Ela pode ser desenvolvida após doenças que causam lesões cerebrais, como tumores, acidente vascular cerebral (AVC) e doenças degenerativas do cérebro, como Parkinson, esclerose e distrofia muscular.

Apneia mista

Tipo mais raro, acontece devido à presença tanto de apneia obstrutiva, como de apneia central. Ela pode começar sendo tratada como obstrutiva, até que outros sintomas da apneia central apareçam.

Como é feito o diagnóstico de apneia do sono?

O diagnóstico deve ser feito por um médico do sono, profissional capacitado para tratar distúrbios do gênero. Para isso, é solicitado o exame de polissonografia (popularmente chamado de exame do sono), que analisa a qualidade do sono medindo as ondas cerebrais, a quantidade de oxigênio inalada, o desempenho cardíaco e o movimento dos músculos.

Este exame identifica, também, outras complicações que podem interferir na qualidade do sono, detectando o tipo e o grau de cada paciente.

No caso da polissonografia de noite inteira, o paciente é monitorado durante toda a noite, enquanto dorme, para a obtenção de dados analisados em seguida pelo médico.

Existem outros especialistas indicados para tratar roncos e apneias, e o acompanhamento vai depender dos sintomas de cada paciente e ainda da causa do distúrbio. É possível que uma pessoa precise marcar consultas com otorrinolaringologistas, neurologistas e pneumologistas, além de manter tratamentos combinados com fisioterapeutas e outros profissionais recomendados, se houver necessidade.

Como é o tratamento para apneia do sono?

O tratamento é feito conforme a gravidade e a causa em cada paciente. Há a possibilidade de tratar os fatores contribuintes e modificar a ventilação do paciente para evitar a apneia. Veja abaixo alguns exemplos de casos e seus respectivos tratamentos:

Excesso de peso, tabagismo e alcoolismo

Fatores de risco considerados modificáveis, como excesso de peso, tabagismo e alcoolismo, quando controlados, têm um impacto positivo na vida do paciente, o que também diminui a intensidade da apneia.

Casos mais graves de apneia

Já em casos mais complexos, pode ser recomendado o uso de CPAP, um aparelho que é considerado um ventilador mecânico, conectado ao paciente por máscaras especiais (cada vez mais tecnológicas e confortáveis), mas que mantém uma quantidade fixa de ar pressurizado e ajuda a manter as vias aéreas abertas.

Esse aparelho é indicado de forma precisa, somando a intensidade dos sintomas e os resultados da polissonografia. Em alguns casos, quando há benefício claro deste tipo de tratamento, o médico poderá indicar cirurgia, mas não é o caminho mais comum a ser tomado.

Os principais tipos de cirurgia são de reposicionamento do queixo, colocação de implantes, criação de nova passagem de ar e remoção de tecidos, como amígdalas ou adenoides.

É possível evitar a apneia do sono?

Algumas medidas simples podem ajudar o paciente a dormir melhor e afastar o problema, entre elas estão:

  • Ter horários definidos para se deitar e se levantar
  • Evitar bebidas e alimentos com cafeína, especialmente antes de dormir
  • Não fumar pelo menos 4 ou 5 horas antes de dormir
  • Minimizar o consumo de bebidas alcoólicas
  • Evitar refeições pesadas antes de dormir
  • Dormir de lado também pode ajudar em alguns casos
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