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Desnutrição

Causada pela falta de nutrientes, condição atinge mais de 150 mil pessoas por ano no Brasil

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O que é desnutrição?

A desnutrição, conhecida pelo nome técnico desnutrição proteico-energética (DPE), é uma doença de natureza clínica, social e multifatorial. Ela é caracterizada pela deficiência de calorias ou de nutrientes essenciais para o organismo, ou seja, um desequilíbrio entre a quantidade de energia necessária para o corpo e o que realmente está sendo consumido.

A ingestão de alimentos pobres nutricionalmente, amamentação inadequada ou a presença de algumas doenças (por exemplo, infecções intestinais, Doença de Crohn e problemas digestivos) de são alguns dos fatores que levam a essa condição.

O grupo que apresenta maior risco de desnutrição são bebês e crianças de até 5 anos, tendo em vista que sua alimentação depende totalmente do cuidado de adultos. Essa enfermidade é capaz de levar ao atraso do desenvolvimento infantil e comprometer o sistema imunológico. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em todo o mundo, uma em cada cinco mortes de crianças menores de cinco anos é causada pela desnutrição grave.

Quais são as causas da desnutrição?

Quando se fala das causas da condição, elas são classificadas entre:

  • Causas primárias: quando a pessoa não possui uma alimentação capaz de fornecer os nutrientes adequados e calorias necessárias para o funcionamento do organismo, ou seja, está se alimentando pouco ou de maneira inadequada. Essas situações costumam ocorrer por falta de acesso a alimentos, problemas com a amamentação de recém-nascidos ou desmame precoce.
  • Causas secundárias: o indivíduo até se alimenta bem, entretanto, não é o suficiente para suprir a demanda energética do corpo. Isso acontece devido à influência de outras condições de saúde ou pelo uso de medicamentos que interferem na absorção de nutrientes. Nessas situações, estão inclusas verminoses, anorexia, intolerâncias alimentares, problemas de absorção, diabetes, insuficiência renal, doença celíaca e câncer.

Existem tipos diferentes de desnutrição?

Quando a desnutrição é classificada com causas primárias, é mais comum em crianças e idosos que geralmente não possuem acesso aos nutrientes necessários. Nesse caso, ela é dividida em três tipos:

  • Marasmo: é uma deficiência de calorias na dieta, obrigando o organismo a consumir as reservas de energia que ele possui. Leva a sintomas como perda de peso, desidratação, atraso no crescimento infantil, diarreia e irritação.
  • Kwashiorkor: é caracterizado por uma deficiência severa de proteínas em relação ao total ingerido de calorias. Provoca perda de peso, inchaço na barriga, rosto, mãos e pés, e alteração na cor da pele e cabelos. Esse tipo de desnutrição costuma ocorrer em locais onde a alimentação é pobre em proteínas, ainda que suficiente em calorias e carboidratos.
  • Kwashiorkor marasmático: forma de desnutrição em que há deficiência calórica e proteica. Abrange os sintomas tanto de marasmo quanto de Kwashiorkor e afeta principalmente crianças em países em desenvolvimento.

A desnutrição também é classificada por grau de intensidade, dependendo da relação entre o peso e a altura esperados para a idade da pessoa. Sendo:

  • Leve: entre 10 e 25% abaixo do peso ideal para a idade
  • Moderada: entre 25 e 40% abaixo do peso
  • Grave: 40% ou mais abaixo do peso ideal

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas de desnutrição são:

  • Perda de peso corporal
  • Cansaço excessivo e falta de energia
  • Diarreia frequente
  • Falta de concentração
  • Irritabilidade
  • Apatia
  • Depressão
  • Diminuição da temperatura corporal
  • Inchaços generalizados

Em crianças, sinais como mudanças de comportamento, alterações na cor dos cabelos e da pele, e atraso significativo no crescimento dentro das taxas esperadas indicam uma possível desnutrição.

É importante estar atento, pois nos casos mais graves, a condição leva ao enfraquecimento do sistema imunológico, deixando o corpo suscetível a infecções frequentes. E muitas vezes, devido à fraqueza, a desnutrição é capaz de levar crianças a morte por conta de doenças como um resfriado.

Quais são os fatores de risco da desnutrição?

Tendo em vista que a desnutrição é causada por aspectos sociais, culturais e políticos, os principais fatores de risco são:

  • Condições precárias de habitação, pois contribuem para o surgimento de infecções e parasitoses, como esquistossomose
  • Famílias de baixa renda com dificuldades de acesso à alimentação
  • Dependência de álcool e uso de drogas ilícitas estimulantes, como crack e cocaína, que provocam falta de apetite e aversão aos alimentos
  • Costumes e religiões com dietas que podem resultar em poucas calorias ou deficiências nutricionais
  • Idade avançada
  • Aleitamento artificial e desmame precoce

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da desnutrição é feito a partir de uma análise médica, por um clínico geral, pediatra, nutrólogo ou nutricionista. São levadas em consideração informações sobre os hábitos alimentares e sintomas, além do exame físico, que inclui a verificação do peso, altura e idade. Em crianças, as características corporais são comparadas com o que seria esperado de desenvolvimento para aquela idade.

O especialista também poderá solicitar exames de sangue, fezes, urina e dosagem de vitaminas e minerais, para avaliar completamente o estado nutricional do paciente.

Em adultos, a desnutrição é diagnosticada quando o IMC está abaixo de 18,5 ou houve perda não intencional de até 10% do peso corporal nos últimos três a seis meses. Entretanto, é importante lembrar que o diagnóstico também é possível de acontecer se houver deficiência nas concentrações nutricionais, independentemente dos resultados de IMC.

Desnutrição tem cura? Como é o tratamento?

O protocolo para tratamento da desnutrição varia em cada caso. Geralmente, para reverter o quadro, a reintrodução alimentar é feita aos poucos, aumentando gradualmente a quantidade de calorias ingeridas, pois consumir grandes porções de comida é muito perigoso para um paciente desnutrido.

No início, são feitas de 6 a 12 refeições por dia, com pouca quantia de alimento. Conforme o paciente se adapta e o tratamento avança, o número de refeições diminui e as porções de comida aumentam.

Em casos mais avançados, quando o indivíduo não consegue consumir alimentos sólidos, são utilizadas dietas líquidas para garantir os nutrientes necessários. E em quadros graves, o internamento hospitalar com alimentação intravenosa ou através de sonda gástrica será necessário.

É importante que, durante todo o tratamento, o paciente receba atendimento especializado e seja acompanhado por um profissional de saúde, garantindo que ele receba a alimentação adequada para que o quadro de desnutrição não se repita. E, se existirem outras doenças relacionadas às condições de vida, como a malária, também devem ser tratadas.

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