Imunização é o caminho mais eficaz para prevenir a doença
Por que o novo surto de sarampo reforça a importância da vacinação?
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, causada por um vírus que se espalha principalmente pelo ar, por meio de partículas eliminadas durante a respiração, tosse, espirro ou fala. Uma pessoa infectada consegue transmitir o vírus com facilidade para outras pessoas que não estão protegidas.
A principal forma de prevenção é a vacina para sarampo, também chamada de vacina tríplice viral, que protege ainda contra caxumba e rubéola.
O assunto ganhou destaque em 2026 após a confirmação de novos casos no Brasil. Até a semana epidemiológica 38, o Ministério da Saúde contabilizava 42 casos de sarampo no país, sendo 36 em São Paulo, um no Rio de Janeiro e cinco no Amazonas.
Apesar dos registros, o Brasil continua sem transmissão sustentada da doença e mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, recertificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em 2024.
A situação brasileira ocorre em um contexto de aumento da circulação do sarampo nas Américas. Segundo a OPAS, até setembro de 2026, a região já havia registrado 47.459 casos confirmados e 44 mortes, com Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentrando 95% dos registros.
Esse cenário mostra por que manter a vacinação em dia continua sendo importante: mesmo depois da eliminação da circulação endêmica, casos importados de outros países conseguem iniciar novas cadeias de transmissão quando encontram pessoas sem proteção adequada
A evolução da cobertura vacinal também é uma pauta que gera atenção. Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da primeira dose da tríplice viral estava abaixo de 80% em 2021 e ultrapassou 93% em 2025. No entanto, os números da segunda dose ainda ficaram abaixo desse percentual, mostrando a importância de conferir se o esquema está realmente completo.
Quais os riscos do sarampo? Conheça os sintomas e saiba identificar
O sarampo costuma começar com sintomas semelhantes aos de outras infecções respiratórias. Os sinais mais comuns incluem:
- Coriza
- Olhos vermelhos e lacrimejantes
Porém, o diferencial está em manchas brancas no interior da boca e manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e atrás das orelhas e, depois, se espalham pelo restante do corpo.
Além do desconforto causado pela infecção, o sarampo também pode provocar complicações. Entre elas estão otite, pneumonia, diarreia e inflamação do cérebro, chamada de encefalite. Crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido estão entre os grupos que merecem atenção especial, já que, em quadros graves, a doença pode levar à morte.
O histórico recente do Brasil mostra que o sarampo não deve ser considerado apenas uma infecção do passado. Entre 2018 e 2022, o país registrou 39.816 casos e 40 mortes por sarampo. Em 2019, foram 21.741 casos, o maior número desse período.
Diante de sintomas compatíveis, especialmente após contato com um caso suspeito ou confirmado, é importante procurar atendimento médico e informar sobre a possível exposição. A orientação profissional ajuda a definir a investigação e os cuidados necessários, além de reduzir o risco de transmissão para outras pessoas.
Quem deve tomar a vacina para sarampo?
A vacina para sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é indicada de acordo com a idade e o histórico de imunização.
Na rotina infantil, a primeira dose é administrada aos 12 meses, seguida da segunda aos 15 meses. O esquema utiliza a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
Para quem chegou à adolescência ou à vida adulta sem comprovação das doses, a recomendação varia:
- Até 29 anos: duas doses
- De 30 a 59 anos: uma dose
- Profissionais de saúde: duas doses, independentemente da idade
A orientação considera a ausência de comprovação de vacinação. Por isso, quem não lembra se recebeu o imunizante ou perdeu a caderneta deve procurar uma unidade de saúde para conferir o histórico.
Durante surtos, as autoridades também podem ampliar temporariamente a vacinação para determinados grupos, conforme o risco de transmissão em cada local.
Quantas doses da vacina são necessárias?
O intervalo entre as doses é um dos pontos importantes para garantir o esquema adequado.
Para crianças, a segunda dose da tríplice viral é aplicada aos 15 meses, após a primeira dose, que acontece aos 12 meses. Já para pessoas de até 29 anos que precisam completar o esquema, as duas doses devem respeitar um intervalo mínimo de 30 dias.
Existe ainda uma situação diferente durante períodos de circulação do vírus: a dose zero. Ela consiste em uma imunização adicional administrada antes da idade prevista no calendário de rotina, geralmente para crianças pequenas que vivem em locais com maior risco de transmissão. É o que aconteceu em 2026 em São Paulo, por exemplo.
Essa estratégia não altera o esquema regular. Uma criança que recebeu a dose zero ainda deverá receber as doses indicadas aos 12 e 15 meses.
Quem já tomou o imunizante precisa se vacinar novamente?
Quem possui o esquema completo e devidamente registrado, em geral, não precisa repetir as doses apenas porque novos casos foram identificados.
A situação é diferente quando há uma recomendação específica das autoridades de saúde. Durante um surto, uma dose adicional ou uma estratégia de vacinação diferenciada pode ser indicada para determinados grupos, mesmo que tenham recebido doses anteriormente.
Por isso, não existe uma regra única de “revacinação” para toda a população após um surto. A necessidade depende de fatores como idade, histórico vacinal, local de residência e exposição ao vírus.
Quem não tem certeza sobre as doses recebidas também não precisa decidir sozinho se deve se vacinar novamente. Um profissional de saúde consegue avaliar o registro disponível e orientar a conduta adequada.
Quem não deve tomar a vacina para sarampo?
A tríplice viral é produzida com vírus vivos atenuados e, por isso, existem situações em que sua aplicação é contraindicada.
Entre elas estão:
- Pessoas com imunossupressão grave
- Pessoas que tiveram reação alérgica grave após uma dose anterior ou a algum componente da vacina
- Crianças menores de 6 meses, na vacinação de rotina para essa faixa etária
A gestação merece atenção porque a vacina não é indicada neste período. Mulheres que não estão protegidas devem conversar com um médico antes de engravidar, durante a gravidez ou após o parto.
Já pessoas que utilizam medicamentos imunossupressores ou apresentam condições que comprometem a imunidade precisam de avaliação individual antes da aplicação.
Ter uma condição de saúde ou usar medicamentos regularmente, portanto, não significa automaticamente que a pessoa não possa receber o imunizante. A avaliação deve considerar cada situação.
Como se proteger da doença além da vacinação?
A imunização é a principal estratégia para evitar o sarampo. Quando existem casos suspeitos ou confirmados, algumas medidas também ajudam a impedir que o vírus alcance outras pessoas.
Quem apresenta sintomas compatíveis deve evitar contato próximo e procurar atendimento para avaliação. Se houver suspeita da doença, é importante informar a equipe de saúde antes de comparecer a ambientes com grande circulação de pessoas.
O Ministério da Saúde também orienta que pessoas com sarampo evitem trabalho, escola e outros locais de convivência por pelo menos quatro dias após o aparecimento das manchas.
Além disso, medidas básicas para reduzir a transmissão de doenças respiratórias, como higienizar as mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas doentes, contribuem para a prevenção.
Onde tomar a vacina para sarampo pela Vale Saúde?
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Por isso, ao ter dúvidas sobre surto de sarampo, caderneta de vacinação ou outros assuntos médicos, assine a Vale Saúde e cuide do seu bem mais precioso: a sua saúde!

Escrito por Vale Saúde
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