Ambos são importantes para a saúde intestinal e devem estar presentes na alimentação
Seu intestino pode estar pedindo ajuda: conheça os probióticos e prebióticos
Você já sentiu inchaço frequente, gases, prisão de ventre, diarreia ou aquela sensação de peso após as refeições? Esses sinais, na maioria das vezes, indicam que o seu intestino não está funcionando como deveria.
E um fato importante: cada vez mais, a ciência mostra que a saúde intestinal vai muito além da digestão; ela influencia a imunidade, o metabolismo, o humor e até a prevenção de doenças crônicas.
Nesse contexto, a alimentação, por meio de uma dieta equilibrada, ganha destaque. E quem se atualiza sobre o mundo da nutrição, provavelmente já ouviu falar a respeito de probióticos e prebióticos.
Apesar dos nomes parecidos, eles não são a mesma coisa, mas trabalham juntos para manter o equilíbrio da flora intestinal, também conhecida como microbiota. Entender qual a diferença entre probióticos e prebióticos é essencial para fazer escolhas mais conscientes na alimentação e cuidar melhor da saúde como um todo.
A seguir, vamos falar mais sobre esses dois elementos e explicar como consumi-los em sua dieta. Confira!
Qual a diferença entre probióticos e prebióticos?
A diferença entre probióticos e prebióticos está principalmente na função de cada um dentro do organismo. Enquanto um é composto por microrganismos vivos, o outro funciona como alimento para essas bactérias benéficas.
Os probióticos são bactérias “boas” que vivem naturalmente no intestino e ajudam a manter o equilíbrio da microbiota intestinal.
Quando consumidos em quantidades adequadas, eles contribuem para o bom funcionamento do sistema digestivo, combatem microrganismos prejudiciais e fortalecem o sistema imunológico. Os tipos mais conhecidos pertencem aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium.
Já os prebióticos são tipos de fibras alimentares que o corpo humano não consegue digerir. Em vez disso, elas chegam intactas ao intestino e servem de alimento para as bactérias benéficas, estimulando o crescimento e a atividade delas.
De forma mais simples: probióticos são as bactérias boas, enquanto prebióticos são o alimento dessas bactérias. Um depende do outro para que o intestino funcione de forma equilibrada
Benefícios para a saúde: entenda como eles ajudam a tratar e prevenir doenças
O consumo adequado de probióticos e prebióticos traz benefícios que vão muito além da digestão. Estudos mostram que um intestino saudável está diretamente ligado à prevenção e ao tratamento de diversas condições de saúde.
No sistema digestivo, esses compostos ajudam a regular o trânsito intestinal, prevenindo problemas como prisão de ventre e diarreia. Eles também auxiliam no tratamento da síndrome do intestino irritável, reduzindo sintomas como gases, inchaço e dor abdominal.
Outro ponto importante é a imunidade. Cerca de 70% das células do sistema imunológico estão localizadas no intestino. Quando a microbiota está equilibrada, o organismo responde melhor a infecções, reduz inflamações e se torna mais resistente a vírus e bactérias.
Os benefícios também se estendem à saúde mental. O intestino é conhecido como “segundo cérebro” devido à forte conexão com o sistema nervoso. Um desequilíbrio da microbiota é capaz influenciar sintomas de ansiedade, estresse e até depressão. Por isso, manter uma flora intestinal saudável pode contribuir para o bem-estar emocional.
Além disso, probióticos e prebióticos têm sido associados à melhora da absorção de nutrientes, ao controle do colesterol, à regulação da glicemia e até à prevenção da obesidade e de doenças metabólicas.
Como ter uma alimentação rica em prebióticos e probióticos?
A melhor forma de consumir probióticos e prebióticos é por meio de uma alimentação equilibrada e variada. Muitos alimentos comuns do dia a dia são fontes naturais desses compostos e conseguem ser facilmente incluídos na rotina.
Os alimentos ricos em probióticos são, em sua maioria, fermentados. Entre os principais estão:
- Iogurte natural com culturas vivas
- Kefir
- Leites fermentados
- Kombucha
- Chucrute
- Kimchi
- Missô
É importante observar os rótulos e evitar versões com excesso de açúcar, corantes ou conservantes, que comprometem os benefícios.
Já os alimentos ricos em prebióticos incluem principalmente frutas, legumes, verduras e grãos integrais, como:
- Banana (especialmente as menos madura)
- Alho
- Cebola
- Alho-poró
- Aspargos
- Aveia
- Linhaça
- Chicória
- Feijão, lentilha e grão-de-bico
Manter uma alimentação rica em fibras é fundamental para garantir que as bactérias benéficas tenham o “combustível” necessário para se multiplicar e agir corretamente no intestino.
Probióticos e prebióticos juntos: combinação que funciona melhor
Consumir probióticos e prebióticos juntos potencializa os efeitos positivos para a saúde intestinal. Essa combinação é conhecida como simbiótica, pois um complementa a ação do outro.
Quando você consome apenas probióticos, as bactérias benéficas podem não sobreviver por muito tempo no intestino se não houver alimento suficiente para elas. Já os prebióticos, sozinhos, não trazem todos os benefícios esperados se a microbiota estiver empobrecida.
Ao unir os dois, o ambiente intestinal se torna mais favorável para a colonização e a manutenção das bactérias boas. Isso melhora a digestão, fortalece a imunidade e contribui para o equilíbrio geral do organismo.
Um exemplo simples dessa combinação é consumir iogurte natural com banana e aveia ou kefir com frutas e sementes. Pequenas escolhas no dia a dia já fazem diferença significativa para a saúde intestinal!
Quem deve consumir probióticos e prebióticos e quais cuidados ter
De forma geral, a maioria das pessoas pode e deve consumir prebióticos e probióticos, principalmente por meio da alimentação. Eles são indicados para quem deseja melhorar a digestão, fortalecer a imunidade e manter o intestino funcionando corretamente.
Alguns grupos se beneficiam ainda mais, como:
- Pessoas com constipação ou diarreia frequente
- Quem faz uso recorrente de antibióticos
- Indivíduos com baixa imunidade
- Pessoas com síndrome do intestino irritável
- Quem busca melhorar a saúde metabólica e o bem-estar geral
No entanto, alguns cuidados são importantes. O consumo excessivo de probióticos ou prebióticos costuma causar gases, distensão abdominal e desconforto intestinal, especialmente no início. Por isso, a introdução deve ser gradual.
Além disso, pessoas com doenças intestinais graves, imunidade muito baixa ou condições específicas devem buscar orientação de um médico nutrólogo ou nutricionista antes de usar suplementos.
Embora os alimentos naturais sejam seguros para a maioria, a suplementação exige atenção individualizada. Saiba mais sobre a atuação do nutricionista na prevenção de doenças!
Referências
Universidade Federal de São Paulo
Instituto de Tecnologia de Alimentos
World Gastroenterology Organisation

Escrito por Vale Saúde
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