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Por que o Dia Nacional da Atenção à Dislexia é importante?

16 de

novembro

de 2023

criança com dislexia lendo uym livro
assinatura vale saúde

Data busca conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce do distúrbio

Dia Nacional da Atenção à Dislexia: por que essa data é celebrada no Brasil?

Em 16 de novembro celebramos, no Brasil, o Dia Nacional da Atenção à Dislexia. A data foi instituída pela Lei 13.085/2015, que prevê a realização de eventos culturais, sociais e educativos para conscientizar a sociedade a respeito da dislexia.

Esse dia também busca alertar sobre a importância do diagnóstico precoce do distúrbio. Por isso, anualmente há esforços de diferentes órgãos para espalhar informações verdadeiras e confiáveis sobre a doença.

A dislexia é um transtorno neurobiológico de desenvolvimento que afeta a aprendizagem e que tem um grande impacto na vida acadêmica de um indivíduo. De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia é o distúrbio mais frequente nas salas de aula e atinge entre atinge entre 5% e 17% da população mundial.

Uma pessoa disléxica apresenta problemas de fala, escrita e leitura, porque o cérebro não consegue relacionar as letras (símbolo gráfico) com os sons que as representam. O diagnóstico precoce, feito ainda na infância, possibilita a implementação de estratégias que reduzem as dificuldades que envolvem a condição.

Fique atento: entenda como a dislexia se manifesta

A dislexia não necessariamente se manifesta do mesmo jeito em todos os pacientes. Algumas crianças apresentam desvios nas rotas fonológicas, outras nas rotas visuais ou nas duas rotas ao mesmo tempo.

Os sintomas mais característicos incluem:

Problemas na escrita

  • Erros de ortografia e soletração
  • Substituições e inversões de letras e sílabas
  • Problemas em produzir textos, levando mais tempo do que o esperado
  • Vocabulário reduzido

Problemas na leitura

  • Dificuldade em reconhecer e decodificar palavras
  • Problemas em interpretar textos
  • Leitura devagar e muitas vezes incorreta

Problemas na linguagem oral

  • Dificuldade em formar palavras
  • Atraso no desenvolvimento da fala
  • Problemas em relacionar os símbolos gráficos com as palavras
  • Erros de pronúncia, troca e substituição de letras, especialmente se tiverem sons parecidos como “f” e “v”, “b” e “p”, “d” e “t”
  • Dificuldade para se expressar de forma clara

Outros problemas comuns são:

  • Dificuldade em sinalizar a esquerda ou a direita
  • Pouca memória de curto prazo
  • Dificuldade em manusear mapas e dicionários
  • Fraco desenvolvimento de coordenação motora
  • Dispersão e dificuldade em se concentrar, o que prejudica os estudos

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Como a dislexia é diagnosticada?

No geral, os professores e pedagogos são os primeiros a notar os sintomas de dislexia na criança, especialmente no momento de alfabetização. Eles devem avisar os pais e responsáveis, que precisam procurar aconselhamento especializado o quanto antes.

O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar que inclua neurologistas, psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Esses especialistas vão, inicialmente, excluir outras condições neurológicas, sensoriais ou motoras que podem estar causando os sintomas na criança.

Nesse momento, também são descartados quadros como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), autismo, transtornos emocionais e psicológicos e problemas socioeconômicos e ambientais que podem estar prejudicando o paciente em sala de aula.

A importância do diagnóstico precoce em casos de dislexia

Crianças com dislexia acabam se tornando mais suscetíveis ao bullying na escola e ao preconceito da sociedade de forma geral. Além disso, os disléxicos têm maior tendência a desenvolver doenças psicológicas, como depressão e ansiedade por conta da baixa autoestima causada pelos sintomas do transtorno.

Nesse sentido, o diagnóstico precoce é muito importante porque, desde a infância, a pessoa aprende a lidar melhor com as dificuldades do distúrbio e consegue ter acesso mais cedo a estratégias, intervenções e recursos apropriados, o que minimiza os impactos da dislexia no futuro acadêmico e profissional.

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A dislexia pode ser tratada?

Apesar de não existir cura para a dislexia, ela pode, sim, ser tratada. O tratamento envolve uma série de estratégias de aprendizagem que procuram estimular a leitura, a visão e a linguagem oral.

A maneira de tratar a condição deve ser individual, visto que a dislexia não se manifesta da mesma maneira em todos os pacientes. É essencial, também, que os métodos sejam aplicados e avaliados por psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos e neurologistas.

O fonoaudiólogo assume um papel de grande importância dentro desse tratamento. É esse profissional o responsável por acompanhar de perto o paciente e trabalhar as dificuldades em associar os sons e os fonemas às letras do alfabeto. De acordo com a evolução do processo, as atividades podem progredir em complexidade.

A terapia com o psicólogo também é muito relevante para que a criança aprenda a lidar com as suas dificuldades e consiga se desenvolver de maneira mais saudável em seu dia a dia. Se quadros depressivos e ansiosos estiverem relacionados à dislexia, o tratamento medicamentoso pode ser prescrito por um psiquiatra.

Quais são algumas das intervenções educacionais mais eficazes para ajudar crianças com dislexia?

Os professores e pedagogos também possuem uma função importante na integração e na inclusão da criança com dislexia. É recomendado, por exemplo, que o professor:

  • Não subestime as habilidades do aluno
  • Avalie as atividades de acordo com os conhecimentos da criança e não pelas dificuldades e erros apresentados
  • Ofereça estímulos pelas conquistas de aprendizagem
  • Incentive a autoconfiança
  • Trabalhe com atividades fonológicas
  • Evite constrangimentos, não forçando o aluno a ler em voz alta na frente dos colegas, por exemplo

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Dislexia na vida adulta: o que acontece se o transtorno não for tratado corretamente?

Quando a dislexia não é devidamente tratada na infância, o adulto enfrenta problemas ainda piores, que atingem as vidas pessoais e sociais, além das acadêmicas. A maneira de agir e pensar pode ser severamente influenciada, uma vez que a condição prejudica áreas cognitivas do cérebro.

Dessa forma, o adulto disléxico pode apresentar déficits das funções executivas, o que resulta em dificuldade de planejar, organizar e executar tarefas do dia a dia. A memória e a comunicação também são abaladas, gerando problemas de socialização e de relacionamento.

As dificuldades de leitura e aprendizagem seguem na vida adulta, impactando o rendimento nos estudos e atrapalhando objetivos profissionais, como a conclusão de um curso superior.

3 mitos e equívocos mais comuns sobre a dislexia

Existem vários equívocos que atrapalham ainda mais a vida de uma pessoa disléxica. Confira os 3 principais:

1. Dislexia é falta de inteligência

Muitas pessoas relacionam erroneamente a dislexia com falta de inteligência. Isso não é verdade. O transtorno não tem nada a ver com o nível de inteligência do indivíduo.

Um exemplo que quebra completamente esse mito é que o grande físico Albert Einstein era disléxico, assim como outras célebres personalidades, como Steve Jobs, fundador da Apple, e o pintor Leonardo da Vinci.

2. Dislexia é preguiça e falta de esforço

Outro mito diz que a dislexia é, na verdade, preguiça ou falta de esforço. A dificuldade dos pacientes em processar sons e atribuir significado a palavras é causada por uma alteração cromossômica hereditária, que resulta em alterações no cérebro e prejudica a comunicação entre os neurônios. Isso tudo leva a um desenvolvimento atrasado do sistema nervoso central.

Ou seja, não é falta de empenho, mas sim um problema neurobiológico que já nasce com o paciente.

3. A dislexia só é diagnosticada na infância

Na verdade, a dislexia é capaz de ser diagnosticada também em adolescentes e adultos. Isso acontece porque a condição não desaparece com o passar dos anos, podendo, inclusive, piorar se não for tratada o quanto antes.

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A dislexia não te impede: conheça famosos com a condição para se inspirar

Mais acima, citamos que Albert Einstein, Steve Jobs e Leonardo da Vinci eram disléxicos. Mas eles não são os únicos! Confira a lista que separamos com vários exemplos de famosos que possuem a condição:

  • Charles Darwin: escreveu “A Origem das Espécies”, um dos livros que mais influenciou a ciência nos últimos séculos
  • Agatha Christie: a escritora, conhecida como “a rainha do crime”, escreveu mais de 80 romances, entre eles “Um Crime no Expresso do Oriente” e “Morte no Nilo”
  • Steven Spielberg: é um dos maiores diretores da história do cinema e transformou a indústria cinematográfica com grandes longas como “Tubarão”, “E.T. – O Extraterrestre”, “Jurassic Park” e “A Lista de Schindler”
  • Vincent Van Gogh: é um dos maiores artistas de todos os tempos e assinou mais de 2 mil trabalhos artísticos, entre eles o famoso quadro “A Noite Estrelada”

Qual é a diferença entre dislexia e TDAH?

Tanto a dislexia quanto o TDAH são transtornos do desenvolvimento. Dessa forma, ambos possuem sintomas semelhantes, que podem acabar confundindo os quadros.

No entanto, é importante diferenciar as duas condições porque elas precisam ser devidamente tratadas de maneiras diferentes. Além disso, os dois transtornos impactam a vida dos pacientes de maneira diversificada. Entenda algumas diferenças:

  • Na dislexia, o paciente apresenta dificuldade com palavras, letras e números, tanto na escrita, na leitura ou na linguagem. No TDAH, por outro lado, a dificuldade está na memorização não verbal
  • Disléxicos possuem dificuldade em lembrar letras de canções e têm problemas com rimas, poesias e tabuadas. Pacientes com TDAH não apresentam esse sintoma
  • Crianças com dislexia não conseguem apontar a direita e a esquerda com facilidade. Quem tem TDAH consegue
  • Pacientes com TDAH conseguem realizar provas orais e escritas, enquanto os que possuem dislexia só se saem bem nas provas orais

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Escrito por Vale Saúde

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