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Saúde e Bem-estar

O que explica o aumento de casos de mpox no Brasil?

Publicado em

País enfrenta novo surto da doença em 2026

Casos de mpox voltam a subir: o Brasil deve se preocupar?

O aumento recente dos casos de mpox no Brasil reacendeu o alerta das autoridades de saúde em todo o país.  

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam crescimento nas notificações em 2026, especialmente em grandes centros urbanos. O movimento acompanha uma tendência global: a Organização Mundial da Saúde (OMS) também monitora novos surtos em diferentes países. 

Apesar da alta, especialistas destacam que o cenário atual é diferente do observado em emergências sanitárias como a Covid-19. Ainda assim, o aumento dos casos exige atenção.  

Neste conteúdo, vamos explicar melhor o que é a mpox, como é transmitida, o que está por trás do aumento de casos e qual é a melhor maneira de preveni-la. Continue lendo! 

O que é mpox e como ocorre a transmissão?

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família do vírus da varíola humana 

O termo “mpox” passou a ser adotado oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir estigmas associados ao nome anterior. 

A transmissão da doença ocorre principalmente por contato próximo com uma pessoa infectada, especialmente por meio de: 

  • Contato direto com lesões de pele, crostas ou fluidos corporais 
  • Gotículas respiratórias em interações prolongadas 
  • Objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas 

Os sintomas mais comuns incluem febredor de cabeça, aumento dos gânglios linfáticos, dores no corpo e lesões na pele que podem evoluir para bolhas e crostas. 

Em geral, a doença é autolimitadamas é capaz de causar complicações em pessoas com imunidade comprometida e crianças, podendo, inclusive, levar à morte. 

Por que houve aumento nos casos de mpox no Brasil?

O aumento recente de casos de mpox no Brasil consegue ser explicado por uma combinação de fatores. Entre os principais estão: 

  • Relaxamento das medidas de vigilância após a redução inicial dos casos 
  • Redução da percepção de risco por parte da população 
  • Ampliação da circulação do vírus em determinados grupos e redes de contato 
  • Eventos com grande aglomeração de pessoas, como o carnaval 

Além disso, surtos localizados podem ganhar força quando há falhas na identificação precoce dos casos e no rastreamento de contatos. 

O vírus sofreu mutações recentes?

Em fevereiro de 2026, a OMS divulgou a identificação de uma nova variante do vírus mpox 

De acordo com a entidade, a variação é resultado da combinação de dois tipos de vírus que já estavam em circulação. Essa junção acontece quando duas cepas diferentes infectam a mesma pessoa e trocam material genético, formando uma nova versão.  

No entanto, não há indícios de que essa nova variante está circulando de maneira ampla, como ocorreu no primeiro grande surto da doença, em 2022. Por isso, é importante se manter informado e tomar os devidos cuidados, mas não é necessário entrar em pânico.  

Falta de informação e diagnóstico tardio contribuem para a transmissão da doença? 

Sim. A desinformação e o diagnóstico tardio são fatores que favorecem a disseminação da mpox. Muitas pessoas podem confundir as lesões com outras infecções de pele ou infecções sexualmente transmissíveis, atrasando a busca por atendimento. 

Além disso, o estigma ainda associado à doença pode levar pacientes a evitarem serviços de saúde. Esse atraso permite que a pessoa infectada continue transmitindo o vírus sem saber. 

Campanhas de conscientização são fundamentais para: 

  • Informar sobre sintomas 
  • Incentivar a procura por atendimento médico 
  • Reduzir preconceitos 
  • Estimular o isolamento em caso de suspeita 

Quais regiões do Brasil concentram mais casos de mpox em 2026?

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado em 25 de fevereiro, já são 88 casos confirmados de mpox no Brasil em 2026. A maior parte das infecções (62 ao todo) está em São Paulo. 

Capitais e regiões metropolitanas costumam concentrar a maioria das notificações, mas especialistas alertam que o vírus pode se espalhar para cidades de médio porte caso não haja monitoramento adequado. 

No entanto, apesar do aumento de casos, não houve mortes registradas. Ainda segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados, e estão sob supervisão. 

É importante acompanhar os boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias estaduais de saúde para dados atualizados sobre a distribuição regional. 

Há riscos de uma pandemia? Saiba o que dizem os especialistas

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o cenário atual da mpox é diferente do que ocorreu com a Covid-19. A transmissão da mpox exige contato mais próximo e prolongado, o que reduz sua capacidade de disseminação em larga escala. 

Especialistas afirmam que, embora surtos possam ocorrer, o risco de uma pandemia global nos moldes da Covid-19 é considerado baixo no momento. A existência de vacinas, conhecimento acumulado sobre o vírus e sistemas de vigilância mais estruturados contribuem para um controle mais rápido. 

Ainda assim, autoridades de saúde reforçam que a vigilância deve ser mantida para evitar que a doença se torne endêmica em determinadas regiões. 

Como prevenir a mpox e reduzir a transmissão?

A prevenção envolve medidas individuais e coletivas. Entre as principais recomendações estão: 

  • Evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas 
  • Não compartilhar objetos pessoais 
  • Manter boa higiene das mãos 
  • Usar preservativo em relações sexuais 
  • Procurar vacinação quando indicada pelas autoridades de saúde 

A vacinação pode ser recomendada para grupos específicos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde e orientações internacionais. 

Quando é hora de procurar atendimento médico?

É fundamental buscar atendimento ao apresentar: 

  • Lesões suspeitas na pele, especialmente se forem acompanhadas de febre 
  • Ínguas (gânglios inchados) 
  • Contato recente com caso confirmado ou suspeito 

diagnóstico precoce permite orientação adequada sobre isolamento, tratamento dos sintomas e redução do risco de transmissão. 

Se houver piora do quadro, dor intensa, sinais de infecção secundária nas lesões ou comprometimento do estado geral, a avaliação médica deve ser imediata. 

Se tiver dúvidas sobre ir ao hospital presencialmenteé possível realizar uma consulta no pronto atendimento online com um clínico geral para esclarecer questionamento sobre sintomas 

Neste conteúdo, explicamos melhor como funciona o pronto atendimento online da Vale Saúde e como ele pode ser útil no seu dia a dia. Saiba mais! 

Referências 

Ministério da Saúde 

Ministério da Saúde – Painel mpox 

Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo 

Secretaria de Saúde da Bahia 

Biblioteca Virtual em Saúde 

Instituto Butantan 

Organização Pan-Americana da Saúde 

CDC 

OMS 

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Escrito por Vale Saúde

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