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Neoplasia pulmonar

Câncer de pulmão é causado por células nocivas que crescem sem controle e pode estar relacionado ao tabagismo

O que é neoplasia pulmonar?

Neoplasia é o nome genérico dado a um tumor que surge em razão do aumento do número de células de forma anormal. As neoplasias podem ser benignas ou malignas.

As benignas (tumores benignos) têm crescimento lento, limites (margens) nítidos, não invadem tecidos próximos e não se espalham. As neoplasias malignas (tumores malignos ou câncer) crescem rapidamente, têm limites pouco definidos, são capazes de invadir outros tecidos e se espalham pelo organismo (metástase).

A neoplasia maligna pulmonar (câncer de pulmão) é um tipo de câncer que tem origem nos pulmões. Em todo o mundo, o câncer de pulmão é a causa principal de mortes por câncer.

As pessoas que fumam têm risco muito maior de desenvolver um câncer de pulmão comparado ao não fumante, embora a doença também ocorra em indivíduos que nunca fumaram.

Os riscos de desenvolver um câncer de pulmão cresce com o número de cigarros que a pessoa fumou e com o tempo de tabagismo. Se ela largar o cigarro, mesmo após fumar por muitos anos, o risco de desenvolver câncer de pulmão cai significativamente.

Quais são as causas da doença?

O tabagismo causa a maior parte dos cânceres de pulmão. Isso vale para fumantes e quem convive com eles (fumo passivo).

O problema, no entanto, também ocorre em indivíduos que nunca fumaram e pessoas que nunca foram expostas ao fumo passivo de forma prolongada. Nesses casos, não costuma haver uma razão clara para a neoplasia pulmonar.

Como fumar provoca câncer de pulmão?

O cigarro danifica as células de revestimento dos pulmões. Ao inalar a fumaça do cigarro, que é cheia de substâncias cancerígenas, a pessoa altera o tecido pulmonar quase de imediato. O pulmão tenta se regenerar e, para isso, ativa todo um sistema de defesa.

A princípio, o organismo pode ter capacidade de se recuperar dos danos nos pulmões. Porém, com a repetição das exposições, durante o processo de defesa e cicatrização, as células normais que revestem o órgão se modificam e, com o passar do tempo, os danos fazem com que as células se comportem de maneira anormal, com proliferação excessiva e mudanças genéticas que tornam essas novas células capazes de invadir outros tecidos e crescer num ritmo acelerado, formando um tumor maligno que é chamado de câncer.

Quais são os sintomas da neoplasia pulmonar?

Em geral, em seus estágios iniciais, a neoplasia pulmonar não causa sintomas. Isso costuma ocorrer quando a doença está numa fase mais avançada.

Infelizmente, por esse motivo, muitos diagnósticos de câncer de pulmão são feitos tardiamente. Sinais de câncer pulmonar podem incluir:

  • Tosse com sangue, mesmo em pequena quantidade
  • Uma tosse que surge de repente e não passa
  • Falta de ar
  • Rouquidão
  • Dor no peito
  • Perda de peso sem explicação
  • Dor de cabeça
  • Dor nos ossos

Quais são os tipos de câncer de pulmão?

Os médicos classificam a neoplasia pulmonar em dois tipos principais com base na aparência das células de câncer de pulmão sob o microscópio.

As decisões de tratamento do médico são tomadas com base no principal tipo de câncer pulmonar que o paciente tem. Os tipos de neoplasia pulmonar incluem:

  • Câncer de pulmão de pequenas células: Esse tipo é menos comum do que o câncer de pulmão de células não pequenas. Ele ocorre quase exclusivamente em pessoas que fumam muito.
  • Câncer de pulmão de células não pequenas: Esse termo abrange vários tipos de neoplasias pulmonares. Eles incluem adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas, carcinoma de grandes células, entre outros.

Quais são os fatores de risco?

Diversos fatores são capazes de ampliar o risco de neoplasia pulmonar. Alguns deles podem ser controlados, como deixar de fumar. Já outros fatores, como o histórico familiar, não podem ser controlados. Entre os fatores de risco para câncer pulmonar estão:

  • Tabagismo: O risco cresce com a quantidade de cigarros que a pessoa fuma diariamente e o número de anos que fumou. Largar o cigarro em qualquer idade pode diminuir o risco de desenvolver câncer significativamente
  • Exposição ao fumo passivo: Mesmo se a pessoa não fumar, o risco se amplia caso ela conviva com um fumante
  • Radioterapia anterior: Se a pessoa se submeteu à radioterapia no tórax como tratamento de outro tipo de câncer, pode apresentar maior risco de desenvolver câncer pulmonar
  • Histórico familiar: Pai, irmão ou filho com câncer pulmonar
  • Exposição ao amianto e outros elementos cancerígenos: Ser exposto no local de trabalho ao amianto e outras substâncias cancerígenas (como cromo, arsênico e níquel)
  • Exposição ao radônio: Esse gás é produzido a partir da decomposição natural do urânio no solo, na água e nas rochas. Eventualmente, ele se torna parte do ar que respiramos. O radônio em níveis inseguros pode se acumular em qualquer local, incluindo residências.

Quando devo consultar um médico?

Se você tiver quaisquer sintomas persistentes que o preocupem, marque uma consulta médica com um clínico geral, com um pneumologista ou com um oncologista.

Caso seja fumante e não consegue parar, o médico pode indicar estratégias para largar o cigarro, como medicamentos, aconselhamento e produtos de reposição de nicotina.

Qual é o melhor tratamento?

O médico pode decidir por um plano de tratamento com base em diversos fatores, como o tipo de câncer e o estágio, a saúde geral e as preferências do paciente.

Os protocolos de tratamento são cada vez mais individualizados, levando em consideração todas essas variáveis e podem ser modificados ao longo da jornada da doença, a depender da resposta dele.

Em alguns casos, o paciente pode escolher não se submeter ao tratamento. Ele pode sentir, por exemplo, que os efeitos colaterais do tratamento são maiores que os benefícios potenciais.

Se esse for o caso, o profissional de saúde pode recomendar cuidados de conforto para tratar somente os sintomas causados pelo câncer, como falta de ar ou dor.

Confira os tratamentos indicados para a doença:

Cirurgia

Durante o procedimento cirúrgico, o médico busca remover os tumores e uma margem de tecido saudável. As cirurgias de remoção do câncer pulmonar incluem:

  • Ressecção em cunha para retirar uma pequena parte do pulmão que contém o tumor juntamente com uma margem saudável de tecido
  • Ressecção segmentar para remover uma porção maior do pulmão, mas não um lobo inteiro (lobo pulmonar são as partes em que o órgão é dividido)
  • Lobectomia para retirar todo o lobo de um pulmão
  • Pneumonectomia para retirada de um pulmão inteiro

Caso o paciente seja submetido à cirurgia, o médico também pode retirar os gânglios linfáticos (estruturas que funcionam como filtros para vírus, bactérias e outros organismos que podem provocar doenças) do peito para verificar se existem sinais de câncer.

O procedimento cirúrgico pode ser uma alternativa se a neoplasia estiver confinada aos pulmões. Caso a pessoa tenha um câncer de pulmão maior, o médico pode indicar radioterapia ou quimioterapia antes da cirurgia a fim de diminuir o câncer.

Se existir um risco de que células cancerígenas não tenham sido totalmente removidas após o procedimento cirúrgico, ou que a doença volte a ocorrer, o médico pode sugerir radioterapia ou quimioterapia após a cirurgia.

Radioterapia

Para matar células cancerígenas, a radioterapia utiliza feixes de energia de alta potência. Durante o procedimento, o paciente se deita numa mesa enquanto uma máquina se movimenta ao redor dele. A radiação é direcionada para pontos precisos no corpo.

Em determinados casos, a radiação pode ser utilizada antes ou após a cirurgia. Em muitas ocasiões, a radioterapia é combinada com a quimioterapia. Caso a cirurgia não seja uma alternativa, a combinação de radioterapia e quimioterapia pode ser o tratamento primário.

Para neoplasias pulmonares avançadas e aquelas que se espalharam para outras áreas do organismo, a radioterapia é capaz de ajudar no alívio de sintomas, como a dor.

Quimioterapia

Para matar células cancerosas, a quimioterapia usa medicamentos. Uma ou mais drogas são administradas através de uma veia do braço (via intravenosa) ou por via oral.

De maneira geral, medicamentos combinados são administrados numa série de tratamentos ao longo de um período de semanas ou meses. Há intervalos entre as sessões para que o paciente possa se recuperar dos efeitos colaterais.

Frequentemente, a quimioterapia é usada depois da cirurgia para matar quaisquer células cancerígenas que possam ter ficado no pulmão. Pode ser combinada com radioterapia ou usada sozinha.

A quimioterapia pode ainda ser utilizada antes do procedimento cirúrgico para encolher os tumores e tornar mais fácil a remoção deles. Em pacientes com neoplasia pulmonar avançada, a quimioterapia pode ser administrada para alívio da dor e de outros sintomas.

Radiocirurgia (Radioterapia estereotáxica corporal)

A radiocirurgia (radioterapia estereotáxica corporal) é um tratamento que utiliza radiação intensa direcionada por meio de muitos feixes de radiação para o câncer por vários ângulos.

A radiocirurgia pode ser uma alternativa para pacientes com tumores pequenos no pulmão e que não podem serem submetidos à cirurgia.

Pode ainda ser utilizado no tratamento de neoplasia pulmonar que se espalha para outras partes do organismo, incluindo o cérebro.

Imunoterapia

O tratamento de imunoterapia utiliza o sistema imunológico do paciente no combate ao câncer. O sistema imunológico responsável por combater doenças pode não atacar o câncer porque as células cancerígenas criam proteínas para se esconder de ataques.

A imunoterapia interfere nesse processo. Os tratamentos de imunoterapia têm ganhado mais destaque somados a outras modalidades de quimioterapia especialmente.

Terapia medicamentosa direcionada

Alguns medicamentos funcionam apenas para cânceres com certas características. O médico pode testar o tumor para ver se você tem algum tipo de câncer de pulmão que responderia a esses medicamentos.

Cuidados paliativos

Em geral, pacientes com neoplasia pulmonar apresentam profundo desconforto com os sintomas da doença, assim como com os efeitos colaterais do tratamento.

Cuidados de suporte, também chamados de cuidados paliativos, são uma especialidade que envolve o trabalho com uma equipe multidisciplinar a fim de reduzir sinais durante toda a jornada.

Também se preocupa com o bem-estar não só biológico, mas também psíquico, social e espiritual, tentando minimizar todo o sofrimento relacionado a conviver com um diagnóstico crônico e de difícil tratamento como é o câncer de pulmão.

O profissional pode sugerir que o paciente se reúna com uma equipe de cuidados paliativos após o diagnóstico para garantir que se sinta mais confortável durante e após o tratamento.

Como prevenir a neoplasia pulmonar?

Não existe um modo seguro de prevenir o câncer de pulmão, mas é possível reduzir o risco:

  • Não fume: Se você nunca fumou, não comece. Converse com seus filhos sobre não fumar. Explique sobre os perigos de fumar com eles desde cedo, para que eles saibam reagir à pressão de colegas.
  • Pare de fumar: Largue o cigarro agora. Deixar de fumar diminui o risco de câncer, mesmo para quem fuma há anos. Procure um médico para ter estratégias e ajuda para parar de fumar. As opções incluem grupos de apoio e medicamentos.
  • Evite o fumo passivo: Se você trabalha ou mora com um fumante, o estimule a parar. Ou, no mínimo, peça para que ele fume fora do ambiente. Evite locais onde as pessoas fumam e procure alternativas sem fumo.
  • Evite elementos cancerígenos no trabalho: Se proteja da exposição a produtos tóxicos no trabalho. Siga precauções da empresa. Por exemplo, use máscara facial para proteção sempre. Pergunte a um médico como você pode se proteger no trabalho.
  • Tenha uma dieta com frutas e legumes: Busque ter uma dieta saudável com frutas e vegetais variados. Fontes alimentares de nutrientes e vitaminas são as melhores. Não tome grandes doses de vitaminas em pílulas, pois isso pode ser prejudicial.
  • Exercite-se com regularidade: Caso você não faça exercícios com frequência, comece devagar. Busque se exercitar na maior parte dos dias da semana, pelo menos 30 minutos por dia.

Artigo revisado pelo Dr. Fábio Poianas Giannini (CRM 100.689)

Fontes:

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