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8 mitos e verdades sobre a saúde íntima feminina

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A intimidade da mulher é cercada de crenças populares que podem até ser prejudiciais à saúde

Por que a saúde da mulher ainda gera tantas dúvidas?

saúde da mulher ainda é cercada por tabus, desinformação e crenças transmitidas culturalmente ao longo das gerações 

Diversos estudos apontam que a ausência de educação sexual adequada e baseada em ciência contribui para a perpetuação de mitos relacionados à saúde íntima feminina, especialmente no que diz respeito à vagina e à vulva 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a falta de informação confiável sobre saúde sexual e reprodutiva impacta diretamente o autocuidado e o momento em que as mulheres procuram assistência médica. 

Além disso, a internet e as redes sociais ampliaram o acesso à informação, mas também facilitaram a disseminação de conteúdos sem embasamento científico. Isso faz com que muitas mulheres tenham dificuldade em diferenciar o que é uma variação normal do corpo feminino e o que, de fato, pode indicar um problema de saúde íntima. 

Pensando nisso, separamos algumas informações populares e esclarecemos se elas são verdadeiras ou apenas mitos. Confira! 

8 mitos e verdades que cercam a saúde íntima feminina

Apesar de fazer parte da rotina de milhões de mulheres, a saúde íntima feminina ainda é um tema cercado por desinformação, vergonha e conselhos passados de geração em geração. 

Muitas dúvidas sobre corrimento vaginal, cheiro íntimo, uso de sabonete íntimo, coceira e infecções acabam levando a práticas inadequadas de higiene ou à automedicação, capazes de prejudicar o equilíbrio natural da flora vaginal.  

Veja a seguir os principais 8 mitos e verdades sobre a saúde íntima feminina: 

  1. Sabonete íntimo faz mal para a flora vaginal 

Verdade, mas vamos com calma! 

A vagina possui um sistema natural de proteção formado por bactérias benéficas, principalmente os lactobacilos, que ajudam a manter o pH vaginal ácido, geralmente entre 3,8 e 4,5. Esse ambiente dificulta a proliferação de microrganismos nocivos. 

Estudos publicados no Journal of Lower Genital Tract Disease mostram que o uso frequente de sabonetes comuns, com fragrâncias e pH alcalino, consegue alterar a flora vaginal e aumentar o risco de infecções como vaginose bacteriana e candidíase.  

Além disso, a limpeza da região íntima deve ser restrita à parte externa (vulva), o que inclui os grandes e pequenos lábios e o clitóris. A vagina é um órgão autolimpante e não é necessário nem recomendada higienizar o canal interno, de acordo com sociedades médicas como o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG). 

No entanto, sobre a limpeza da vulva, não há um consenso e o uso de sabonetes íntimos pode ser feito, desde que a mulher converse com um ginecologista antes. 

  1. Corrimento é sempre sinal de infecção vaginal 

Mito. 

O corrimento vaginal fisiológico é uma secreção normal produzida pela vagina e pelo colo do útero. Ele tem a função de manter a lubrificação e eliminar células mortas, variando de acordo com o ciclo menstrual, a ovulação, o uso de anticoncepcionais e até o nível de estresse. 

Segundo diretrizes clínicas do ACOG, corrimentos claros ou esbranquiçados (sem odor forte, coceira ou ardor) geralmente não indicam infecção 

Já corrimentos acompanhados de alteração de cor, cheiro desagradável, dor ou prurido costumam estar relacionados a infecções vaginais, como vaginose bacteriana, candidíase ou tricomoníase, e devem ser avaliados por um ginecologista. 

  1. É necessário usar calcinha o tempo inteiro para proteger a vagina 

Mito. 

Não existe evidência científica de que o uso contínuo de calcinha seja obrigatório para proteger a vagina. Pelo contrário: estudos indicam que roupas íntimas muito apertadas ou feitas de tecidos sintéticos aumentam a umidade e a temperatura local, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias. 

Especialistas recomendam o uso de calcinhas de algodão durante o dia, pois esse tecido permite melhor ventilação. Dormir sem calcinha ou optar por roupas mais soltas consegue ajudar a manter a região íntima mais seca, o que é importante especialmente para mulheres com infecções de repetição. 

  1. Duchas vaginais fazem mal para o pH vaginal e a saúde íntima 

Verdade. 

As duchas vaginais alteram o equilíbrio natural da microbiota vaginal e o pH, removendo bactérias benéficas essenciais para a proteção contra infecções 

Uma revisão publicada no American Journal of Obstetrics and Gynecology associou a prática frequente de duchas vaginais a maior risco de vaginose bacteriana, doença inflamatória pélvica e infecções sexualmente transmissíveis. 

Por esse motivo, organizações como a OMS e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) não recomendam o uso de duchas vaginais como prática de higiene. 

  1. Cheiro íntimo forte sempre indica algum problema de saúde 

Mito. 

É normal que a região íntima tenha um odor característico, que varia ao longo do ciclo menstrual, após atividade física e de acordo com a ingestão de certos alimentos ou de determinados medicamentos. Isso não significa, necessariamente, que exista um problema de saúde. 

No entanto, um odor muito forte, persistente ou associado a corrimento acinzentado, coceira ou ardor indica infecções como a vaginose bacteriana.  

  1. Coceira vaginal é sempre candidíase 

Mito. 

Embora a candidíase vaginal seja uma das causas mais comuns de coceira íntima, ela não é a única. Dados publicados no British Journal of Obstetrics and Gynaecology indicam que apenas parte dos casos de prurido vaginal está relacionada à infecção por fungos do gênero Candida. 

Outras causas incluem dermatites de contatoalergias a produtos de higiene, alterações hormonais, infecções bacterianas e até doenças dermatológicas. Por isso, é importante não se medicar por conta própria, pois isso atrasa o diagnóstico correto e pode agravar o quadro. 

  1. Ficar muito tempo sem relações sexuais prejudica a saúde íntima feminina 

Mito. 

Não há evidências científicas que comprovem que a ausência de relações sexuais cause prejuízos diretos à saúde íntima feminina. Revisões publicadas na PubMed mostram que a microbiota vaginal é influenciada por diversos fatores, como hormônios, higiene, uso de medicamentos e condições de saúde, e não exclusivamente pela atividade sexual. 

Embora a atividade sexual possa modificar temporariamente a composição da flora vaginal, a abstinência, por si só, não provoca doenças ou desequilíbrios vaginais 

  1. Só é necessário ir ao ginecologista ao notar sintomas de doenças 

Mito. 

A consulta ginecológica não deve acontecer apenas quando surgem sintomas como dor, corrimento anormal, coceira ou ardor. Diversas condições relacionadas à saúde íntima feminina podem ser assintomáticas nas fases iniciais, o que torna o acompanhamento preventivo fundamental. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as consultas ginecológicas regulares são essenciais para a promoção da saúde da mulher e para a detecção precoce de doenças, mesmo na ausência de sintomas 

O órgão recomenda o acompanhamento periódico (anual) para orientação sobre higiene íntima, saúde sexual, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e realização de exames preventivos, como o papanicolau. 

Além disso, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reforça que câncer de colo de útero tende a se desenvolver de forma silenciosa por anos, e que o rastreamento regular é a principal estratégia para reduzir a mortalidade associada à doença. Segundo o instituto, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e cura. 

Outro ponto importante é que as consultas de rotina permitem identificar alterações no pH vaginal, desequilíbrios da flora vaginal e infecções recorrentes antes que causem desconforto ou complicações 

Ir ao ginecologista mesmo sem sintomas deve ser entendido como uma prática de cuidado preventivo e de atenção contínua à saúde íntima feminina! 

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Referências 

Ministério da Saúde 

Biblioteca Virtual em Saúde 

Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo 

CDC 

OMS 

Medline Plus 

 

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Escrito por Vale Saúde

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