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Saúde e Bem-estar

Muito além do verão: por que usar protetor solar no dia a dia?

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Proteção solar deve ser um hábito diário e não ficar restrito a praias e piscinas

Por que usar protetor solar diariamente? Saiba o que acontece com a sua pele quando você não a protege 

Usar protetor solar diariamente é um dos hábitos mais importantes para manter a saúde da pele, mas também um dos mais negligenciados. Muitas pessoas ainda questionam “por que usar protetor solar” e associam o produto apenas a momentos específicos, como viagens à praia, visitas à piscina ou exposições prolongadas ao sol 

No entanto, a pele está sob constante agressão de diferentes tipos de radiação, inclusive dentro de casa, e isso significa que a proteção deveria ser um cuidado diário, independentemente da estação, do clima ou da rotina. 

Quando você não usa protetor solar todos os dias, a pele sofre danos acumulativos que podem não aparecer imediatamente, mas que têm grande impacto ao longo do tempo 

A exposição contínua aos raios UVA e UVB provoca alterações na estrutura da cútis, favorece manchas, causa envelhecimento precoce e aumenta o risco de câncer de pele. É como se, diariamente, pequenas “lesões invisíveis” fossem deixando marcas, que só se tornam visíveis depois de meses ou anos. 

Além disso, a radiação solar não é a única vilã. O estilo de vida moderno trouxe novas fontes de luz prejudicial, como telas de computador, celular e iluminação artificial intensa. Hoje, diversas evidências científicas mostram que a luz visível e a luz azul também afetam a pele, tornando o uso do protetor solar diário ainda mais essencial. 

Entender por que usar protetor solar diariamente é uma forma de assumir o autocuidado e proteger um dos órgãos mais importantes do corpo. A seguir, você vai descobrir como a radiação age fora da praia, por que até ambientes internos exigem proteção e como escolher o FPS (Fator de Proteção Solar) ideal para manter sua pele saudável todos os dias. 

Os riscos da radiação além das praias e piscinas: dias nublados também requerem proteção 

Um dos mitos mais comuns sobre o uso do protetor solar é a ideia de que só precisamos dele quando o sol está forte ou quando estamos expostos diretamente à luz solar 

Essa crença leva muita gente a não usar protetor em dias nublados, chuvosos ou durante atividades rotineiras, como ir ao trabalho ou sair para resolver tarefas rápidas na rua. 

Porém, a verdade é que até 80% da radiação ultravioleta consegue atravessar as nuvens, o que significa que a pele continua desprotegida mesmo quando o céu está cinza. Em outras palavras: não é porque você não sente calor que os danos não estão acontecendo. 

A radiação UV é dividida em dois tipos principais: 

  • UVB: queima a camada mais superficial da pele e é responsável pelas famosas queimaduras solares 
  • UVA: penetra profundamente na pele, atingindo as camadas mais internas, acelerando o envelhecimento e contribuindo para o aparecimento de rugas, flacidez e manchas 

Enquanto o UVB varia de intensidade conforme o clima, o horário e a estação, o UVA está presente praticamente o ano inteiro, em níveis relativamente constantes, mesmo no inverno ou em dias nublados.  

Outro fator importante é que a radiação solar se reflete em superfícies como cimento, areia, água e até concreto. Ou seja, mesmo sem estar diretamente no sol, você pode estar recebendo radiação indireta e prejudicial. 

Luz visível e a luz azul: por que usar protetor solar até dentro de casa? 

Por muito tempo acreditou-se que, dentro de casa ou no escritório, a pele estaria completamente protegida. Afinal, as paredes bloqueiam os raios UVB e grande parte da radiação solar 

No entanto, pesquisas recentes, como a publicada pelo  Centro de Pesquisa Redoxoma, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostram que outros tipos de luz também são capazes de causar danos significativos à pele. 

Esse estudo indica que a luz visível nas faixas violeta e azul consegue gerar efeitos tóxicos em células da pele humana (queratinócitos) similares aos da radiação UVA. 

A luz visível (aquela que conseguimos enxergar) representa cerca de 40% do espectro da luz solar e, apesar de menos agressiva que o UV, também estimula processos inflamatórios e desencadeia pigmentação, especialmente em pessoas com pele morena ou negra. 

Já a luz azul, emitida em grandes quantidades por telas de celulares, computadores, tablets e por lâmpadas LED, tem a capacidade de penetrar ainda mais profundamente na pele do que a luz visível comum. Ela está associada a: 

  • Aumento do estresse oxidativo 
  • Formação de radicais livres 
  • Aceleração do envelhecimento da pele 
  • Danos às fibras de colágeno e elastina 

Isso significa que trabalhar no computador, usar o celular por horas ou ficar exposto à iluminação de interiores também exige proteção. Muitas pessoas notam que o melasma piora mesmo sem pegar sol, e esse é um dos principais motivos. 

Portanto, o uso diário do protetor solar não se limita ao ambiente externo. Protetores que oferecem proteção contra luz visível e luz azul, geralmente os que contêm cor, são ainda mais eficazes nesse tipo de situação. 

Como escolher o FPS ideal para o dia a dia? 

Ainda existe muita dúvida sobre o FPS (Fator de Proteção Solar). Várias pessoas, de maneira equivocada, acham que quanto mais alto o FPS, mais potente é a proteção oferecida, mas não é bem assim que funciona 

A lógica é a seguinte: se a sua pele começaria a ficar vermelha após 10 minutos no sol, com um protetor FPS 30, ela teoricamente demoraria 30 vezes mais para queimar, ou seja, cerca de 300 minutos (5 horas) 

Só que isso não significa que você pode ficar horas ao sol sem prejuízo, porque outros fatores interferem (suor, reaplicação, intensidade da radiação, UVA etc.). 

Além disso, a escolha do FPS depende de alguns aspectos, como tom de pele, rotina, intensidade da exposição e tipo de atividade. 

De forma geral, dermatologistas recomendam: 

  • FPS 30 para exposições leves e rotineiras 
  • FPS 50 ou mais para quem passa mais tempo ao ar livre, dirige com frequência, tem pele clara ou sofre com manchas como melasma 
  • FPS acima de 60 para peles sensíveis, fototipos muito claros ou pessoas que fazem uso de ácidos 

Também é essencial observar a presença do FPUVA, que indica a proteção contra os raios UVA. Prefira protetores com o selo PA++++ (quatro cruzes) ou com proteção UVA equivalente a pelo menos 1/3 do FPS. 

Outros critérios importantes para escolher o protetor ideal incluem: 

Textura 

  • Gel ou gel-creme: ideal para peles oleosas 
  • Creme: ótimo para peles secas e maduras 
  • Fluido ou sérum: confortável para uso diário e fácil reaplicação 

Com pigmento 

  • Excelente para quem tem melasma 
  • Protege também contra luz visível e luz azul 

Ingredientes adicionais 

  • Antioxidantes como vitamina Cvitamina E, niacinamida e resveratrol ajudam a reforçar a proteção 

 Conforto 

  • O melhor protetor solar é aquele que você consegue usar todos os dias 
  • Converse com um dermatologista para encontrar uma opção compatível com sua pele e rotina 

6 erros comuns ao usar protetor solar e como evitá-los 

Mesmo quem usa protetor solar diariamente pode cometer erros que diminuem a eficácia do produto. Alguns dos mais frequentes são: 

Passar quantidade insuficiente 

A quantidade ideal para o rosto é aproximadamente 2 dedos cheios de produto. Menos que isso compromete a proteção prometida pelo rótulo. 

Não reaplicar 

O protetor perde eficácia ao longo do dia, seja pelo suor, fricção ou oleosidade natural. 

O ideal é reaplicar a cada 2 a 3 horas, especialmente se você está exposto à luz solar direta ou à luz azul intensa. 

Esquecer áreas importantes 

Orelhas, pescoço, nuca, mãos e até os lábios também precisam de proteção. 

Confiar apenas na maquiagem com FPS 

O FPS presente na maquiagem não substitui o protetor solar. Ele complementa, mas não protege sozinho. 

Não usar protetor em dias frios ou chuvosos 

Como vimos, os raios UVA continuam penetrando na pele, mesmo com nuvens. 

Achar que protetor para corpo serve para o rosto 

Os produtos corporais podem ser mais oleosos e causar acne ou irritação quando usados no rosto. 

Dicas práticas para incluir o protetor solar na rotina 

Se você tem dificuldade em criar o hábito de usar protetor todos os dias, algumas estratégias simples conseguem ajudar: 

  • Deixe o protetor em lugares estratégicos: coloque o produto no banheiro, na bolsa ou na mesa de trabalho para facilitar o uso e a reaplicação 
  • Escolha uma textura confortável: um protetor que deixa a pele pesada ou oleosa faz com que você evite o uso. Teste até encontrar o ideal 
  • Use produtos multifuncionais: protetores com cor, hidratantes com FPS ou dermocosméticos antioxidantes reduzem etapas e tornam a rotina mais prática 
  • Associe ao cuidado com a pele: passe o protetor sempre após o hidratante, pois isso auxilia a fixar o hábito 
  • Reaplique com praticidade: opte por versões em pó, stick ou spray para facilitar a reaplicação quando estiver fora de casa 
  • Crie um ritual: relacionar o uso do protetor a uma atividade fixa, como tomar café ou escovar os dentes, ajuda a criar uma rotina diária de proteção 

Outra dica para manter a proteção adequada da sua pele é consultar um dermatologista. Dessa forma, o especialista irá indicar os produtos certos de acordo com as necessidades da sua cútis 

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Referências 

Universidade de São Paulo 

Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde 

Secretaria de Saúde do Distrito Federal 

Biblioteca Virtual em Saúde 

Ministério da Saúde 

John Hopkins Medicine 

Harvard 

Cleveland Clinic 

The Skin Cancer Foundation 

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Escrito por Vale Saúde

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