Vale Saúde - Logomarca

Fobia Social

Saiba quais são os sintomas, causas e tratamento para o transtorno psicológico que traz medo extremo

Consulta presencial com psiquiatra

A PARTIR DE

R$ 60*

Consulta online com psicólogo

A PARTIR DE

R$ 53*

Desconto em medicamentos

ATÉ

35%

O que é a fobia social?

As diferentes espécies de fobias (medos exagerados de algo), em geral, são consideradas uma das cinco principais classificações dos transtornos de ansiedade. A fobia ou ansiedade social é um dos tipos mais comuns e acontece sempre quando a pessoa está em público.

Ter um pouco de receio ou sentir-se ansioso para falar em público, sair com pessoas novas, entrar num novo emprego ou grupo é normal, faz parte do nosso processo social de adaptação e algumas pessoas conseguem reagir a essas situações de uma forma mais espontânea que outras, pela personalidade. No entanto, quando a limitação vai além da timidez e essas situações geram medo demasiado, fazendo com que a pessoa as evite a qualquer custo, é preciso estar atento, pois pode ser fobia social.

Distúrbio conhecido também como Transtorno da Ansiedade Social, é caracterizada pelo pavor em estar com outras pessoas, evitando ao máximo interações sociais. Pacientes com esta condição psicológica sofrem com a ideia de ir a uma festa ou a qualquer outro evento, fugindo de todo e qualquer tipo de contato ou suportando o incômodo com angústia.

Essa incapacidade de interação gera grande nervosismo e extremo desconforto, fazendo com que a pessoa se sinta vulnerável. Apesar de ser normal sentir-se ansioso e inseguro em lugares e situações como essas, a tendência é que as pessoas vão se familiarizando com o local e, aos poucos, entrosando com outras pessoas e fazendo novas amizades. No entanto, isso não acontece com pessoas com fobia social.

O receio do paciente é pelo o que outras pessoas vão dizer ou pensar sobre ele, de ser avaliado de forma negativa por seu desempenho ou que suas ações sejam consideradas inadequadas. O indivíduo também teme que possa perder a sequência de pensamento ou não consiga encontrar palavras para se expressar.

As situações que normalmente desencadeiam ansiedade em pessoas com fobia social incluem as seguintes:

  • Falar em público
  • Entrevista de trabalho ou dar uma palestra
  • Reunião com pessoas desconhecidas
  • Apresentar-se perante o público, como fazer uma leitura em voz alta ou tocar um instrumento musical
  • Comer na companhia de outras pessoas
  • Conhecer novas pessoas
  • Assinar um documento diante de testemunhas
  • Usar um banheiro público

É possível que a pessoa não reconheça que seu medo é irracional e excessivo. Normalmente, a fobia social é notada durante a infância e a adolescência, sendo mais comum em mulheres.

Quais são os sintomas psicológicos/comportamentais?

  • Evitar a maioria das situações em que existem muitas pessoas
  • Receio em passar por constrangimentos, de ser ridicularizado ou julgado
  • Medo de interagir com pessoas desconhecidas, autoridades ou de destaque
  • Medo de demonstrar ansiedade e apreensão
  • Medo de sintomas físicos que possam causar vergonha, como rubor fácil, sudorese, tremores ou voz trêmula
  • Preocupação em passar por situações humilhantes ou ofender alguém
  • Evita-se a exposição e conversas em que pode ser o centro das atenções
  • Ansiedade extrema que antecede um evento, compromisso ou encontro
  • Receio em ser colocado em evidência em alguma situação
  • Receio de chegar em uma sala já com as pessoas sentadas
  • Ficar apreensivo em posicionar-se em discordância com alguma pessoa
  • Receio de expressar sua opinião
  • Pavor de situações em que pode ser avaliado
  • Ficar nervoso ao reunir-se com amigos em uma festa ou colegas do trabalho fora do expediente
  • Receio de atender ao telefone ou outras chamadas
  • Desconforto em manter contato visual com alguém durante uma conversa

E quais sintomas físicos podem estar associados?

  • Batimento cardíaco acelerado
  • Sudorese
  • Problemas para recuperar o fôlego
  • Tremores
  • Sensação de falta de ar/respiração ofegante
  • Dificuldade para falar
  • Náuseas ou enjoo
  • Dor no estômago
  • Enrubescimento da face
  • Confusão mental
  • Dor de barriga ou diarreia
  • Tensão muscular
  • Tontura, vertigem ou desorientação

Esses sintomas também podem surgir nas crianças, podendo ser acompanhados por choro, episódios de raiva ou paralisia, por exemplo. Por isso, é importante estar atento a qualquer sinal ou sintoma que possa ser indicativo de fobia social, pois dessa forma é possível que o psicólogo seja consultado mais rapidamente e consiga desenvolver ferramentas que ajudem a pessoa a lidar com as situações desencadeantes da ansiedade e suas reações físicas e comportamentais.

Quais podem ser as causas da doença?

As causas da fobia social podem ser inúmeras e ainda não são totalmente esclarecidas, mas quase sempre estão relacionadas com o ambiente no qual aquela pessoa está inserida, suas relações, personalidade e até mesmo fatores genéticos. Ao contrário de outras condições de saúde, acredita-se que a fobia social esteja mais relacionada a causas externas.

Considerando fatores biológicos, podemos citar a hereditariedade, pois apesar de não haver comprovação científica nesse caso, a fobia social é mais comum em pessoas que tenham histórico na família. A estrutura cerebral também pode influenciar, porque uma hiperatividade em determinadas regiões do cérebro pode tornar a pessoa suscetível a situações ansiosas.

Já em relação às possíveis causas ambientais, que são mais determinantes nesses casos, a criação que a criança recebeu dos pais é bastante importante, além de sua vivência escolar. Crianças tendem a desenvolver fobia social quando criadas em um meio muito repressivo ou sem afeto. No caso da escola, crianças que sofrem bullying ou têm dificuldade de aprendizagem também apresentam mais chances de desenvolver o transtorno.

Algumas situações também podem desencadear a fobia social, como no caso de pessoas que tiveram algum trauma por estarem expostas a outras pessoas em alguma situação constrangedora, por exemplo.

É importante ressaltar que pessoas com personalidade com traços de timidez têm mais probabilidade em desenvolver fobia social. Por isso, ficar atento aos sinais nas crianças, que podem ser observados em situações em que elas evitam encontrar colegas, estão reclusas demais ou não se envolvem em nenhum círculo social.

Nesses casos, a criança precisa ser estimulada para conseguir lidar melhor com situações que envolvam contato social. A ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é muito bem-vinda.

Quais são os fatores de risco para o transtorno?

Alguns fatores podem aumentar a chance de paciente desenvolver esse distúrbio, como:

  • Experiência passada traumatizante em público
  • Genética (histórico familiar de transtornos mentais)
  • Histórico de trauma (evento de alto impacto emocional)
  • Ambiente (demandas sociais, profissionais ou de estudos)
  • Maus tratos na infância
  • Falta de habilidades sociais/ temperamento tímido
  • Experiências negativas em situações sociais, como xingamentos e rejeição
  • Mudança de trabalho, escola ou casa
  • Assédio moral e sexual
  • Doenças visíveis (deformidade, gagueira, deformação facial, deficiência física)

Essas situações diminuem a confiança da pessoa, fazendo com que duvide das suas próprias capacidades de desempenhar qualquer função em público.

Como diagnosticar a fobia social?

A fobia social é diagnosticada pelo psicólogo ou psiquiatra, que faz uma série de perguntas ao paciente avaliando o seu quadro emocional. Alguns exames também podem ser solicitados para descartar demais possibilidades, como outros transtornos mentais que causam sintomas semelhantes (agorafobia, síndrome do pânico ou transtorno dismórfico corporal).

O profissional de saúde mental vai buscar verificar a presença de determinados sintomas, como os citados anteriormente da fobia social, que tenham ocorrido de forma persistente em um período mínimo de seis meses. Além do exame físico, o especialista pode requisitar outros testes para garantir se os desconfortos não podem ser manifestações de alguma outra condição de saúde.

O diagnóstico positivo para fobia social segue, muitas vezes, os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria. Esses critérios incluem:

  • Presença de medo persistente (por seis meses ou mais) em situações sociais, com constante percepção que está sendo examinado ou receio de que agirá de maneira constrangedora ou humilhante
  • Evitar ao máximo situações sociais que causam ansiedade ou suportá-las com medo ou ansiedade intensos
  • Ansiedade excessiva e desproporcional à situação (perigo) que está sendo vivida
  • Angústia ou sofrimento que interferem diretamente na rotina e na qualidade de vida
  • Medo ou ansiedade que não pode ser explicada por nenhuma outra condição médica, por qualquer uso de medicação ou abuso de substâncias químicas
  • Avaliação de um médico com base em critérios específicos

Como tratar a fobia social?

Assim como a maioria dos transtornos mentais, a fobia social pode ser tratada com psicoterapia, prescrição de medicamentos ou também pela combinação das duas abordagens, com o acompanhamento do psiquiatra.

No caso do tratamento com medicamentos, os antidepressivos (inibidores de recaptação da serotonina e norepinefrina), ansiolíticos (inibidores de ansiedade) e fitoterápicos são normalmente receitados, a fim de promover uma melhora um pouco mais rápida ao paciente, permitindo que ele consiga depois, sozinho, lidar com os sintomas e enfrentar as situações.

A psicoterapia, por sua vez, pode ter várias abordagens, mas a mais empregada é a TCC – Terapia Cognitivo-Comportamental, que age diretamente no problema em questão, por meio da sugestão de exercícios e tarefas para fazer com que o paciente reconheça seus pensamentos negativos, encare sua realidade e ganhar confiança para mudá-la, com o devido acompanhamento do profissional de saúde mental. Assim, aos poucos, o indivíduo vai aprendendo a lidar com as situações que antes causavam um estresse muito grande, evoluindo ao longo do tempo.

A combinação de ambos os tratamentos costuma ser muito eficaz em casos mais graves, em que o sofrimento do paciente está muito grande e prejudicando severamente sua qualidade de vida em todas as esferas.

Assine e agende uma consulta

Escolha uma assinatura ideal para você e agende sua consulta agora:

Especialistas mais indicados para o tratamento

Psiquiatra